E esta, também foi um assessor que lhe disse?
7 October, 2009 by Tiago Figueiredo

«Impusemos regras quanto à altura que os contentores podem ter. Não podem ser empilhados mais de cinco contentores, o que tem uma altura inferior aos edifícios que lá estão. Isso era muito importante, que não houvesse um novo obstáculo em relação às vistas, mas uma harmonização», afirmou António Costa aos jornalistas.
[Santana Lopes] explicou que «apesar de não ser um entendido se informou» e a questão dos contentores não passa só pela altura. «Há dois tipos de contentores que variam no comprimento – 20 ou 40 pés. E este facto não é indiferente, porque há um limite para a capacidade de resistência do solo» naquela zona. «Não se pode colocar aqui mais de cinco contentores grandes, porque o solo não aguenta» explicou. O «acordo» que o Dr. António Costa conseguiu prevê já o máximo do que podem fazer.
Isto é um bocadinho a mesma coisa que um vendedor de automóveis anunciar que todos os carros do seu stand têm cinto de segurança, limpa pára-brisas e luzes indicadoras de mudança de direcção.



Caro pmd,
Em 2003 decidiu o PSL lançar 6 "Megas-empreitadas" de recuperação urbana num total de 27.654.164,37€ (vinte e sete milhões e meio de euros) isto em valor de adjudicação.
Certamente que as intenções eram excelentes. Um total de 27,5 milhões para recuperação urbana era coisa nunca vista.
O problema era que o dinheiro era ficticio, isto é, apesar de estar no orçamento da câmara na realidade não existia. Era dinheiro de monopólio.
O problema era que as empreitadas não tinham projectos tendo sido consumido grande parte do prazo das mesmas a pedir-se aos empreiteiros para fazerem esses projectos.
A consequência é que mais de metade dos edificios que eram supostos serem recuperados ou nem se começaram ou ficaram a meio.
A consequência é que grande parte das verbas dos tais 27,5 milhões vão ter que ser pagas não em obra mas sim em indemnizações.
É destas trapalhadas que falo. Não daquelas de pagar 2 ou 3 milhões ao Frank Gerhy por uma maquete de volumes ou 50 ou 100 mil euros por um carro. Isso são pormenores com apenas alguma relevância.
Caro pmd,
Em 2003 decidiu o PSL lançar 6 "Megas-empreitadas" de recuperação urbana num total de 27.654.164,37€ (vinte e sete milhões e meio de euros) isto em valor de adjudicação.
Certamente que as intenções eram excelentes. Um total de 27,5 milhões para recuperação urbana era coisa nunca vista.
O problema era que o dinheiro era ficticio, isto é, apesar de estar no orçamento da câmara na realidade não existia. Era dinheiro de monopólio.
O problema era que as empreitadas não tinham projectos tendo sido consumido grande parte do prazo das mesmas a pedir-se aos empreiteiros para fazerem esses projectos.
A consequência é que mais de metade dos edificios que eram supostos serem recuperados ou nem se começaram ou ficaram a meio.
A consequência é que grande parte das verbas dos tais 27,5 milhões vão ter que ser pagas não em obra mas sim em indemnizações.
É destas trapalhadas que falo. Não daquelas de pagar 2 ou 3 milhões ao Frank Gerhy por uma maquete de volumes ou 50 ou 100 mil euros por um carro. Isso são pormenores com apenas alguma relevância.
Existem sempre versões alternativas
http://pedrosantanalopes.blogspot.com/2009/04/e-f…
http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2009/02/m…
Mas eu tenho uma grande desconfiança sobre a bondade destas operações de "recuperação urbana" financiadas pelo contribuinte. A degradação de muitos edificios em Lisboa foi causada, em grande parte, por constrangimentos regulatórios impostos pelo poder público (p.ex., o congelamento das rendas, que causou a descapitalização de muitos senhorios).
Eu não percebo como é que polîticos "bem intencionados" propõem que os contribuintes financiem planos de muitos milhões, sem resolverem primeiro estes elementos de irracionalidade económica que impossibilitam o normal funcionamento do mercado.
(E entretanto, chegou-me hoje no correio o aviso para pagamento da taxa dos esgotos…)
Parafraseando Mr. Steed … o AC já respondeu?
Parafraseando-me: O AC ainda não respondeu.
Se o AC tivesse respondido o Viver já aqui teria colocado a resposta…
Mas era bom que se se despachasse, o AC.
"Já agora seria interessante recordar ainda que brevemente os dois anos de completo desvario na C.M.Lisboa aquando da gestão do PSL. Se quiserem exemplos é só pedirem."
De facto era bom ter mais exemplos do tal "desvario" de Santana que o tornam tão inaceitável. Recorrentemente são referidos alguns:
– o Audi A8 – concordo absolutamente. E´um carro caro e feio. Se tinha de ser um Audi caro, que fosse um R8.
– o túnel do Marques – bem este acho que se tornou mais num activo do que um passivo para Santana, não?
– o projecto do Frank Gehry – sim, o Frank Gehry é caro e o projecto foi para a gaveta. Mas foi por culpa de Santana que foi para a gaveta? Quantos projectos tem a CML na gaveta e quanto custaram?
Acabei de me lembrar de um: o da Porta Sul.
– despesismo e as dividas da camara – parte substancial herdada dos projectos PER e da Expo. Mais aqui