E esta, também foi um assessor que lhe disse?

7 October, 2009 by  

«Impusemos regras quanto à altura que os contentores podem ter. Não podem ser empilhados mais de cinco contentores, o que tem uma altura inferior aos edifícios que lá estão. Isso era muito importante, que não houvesse um novo obstáculo em relação às vistas, mas uma harmonização», afirmou António Costa aos jornalistas.

in Sol, 4 Outubro 2009

[Santana Lopes] explicou que «apesar de não ser um entendido se informou» e a questão dos contentores não passa só pela altura. «Há dois tipos de contentores que variam no comprimento – 20 ou 40 pés. E este facto não é indiferente, porque há um limite para a capacidade de resistência do solo» naquela zona. «Não se pode colocar aqui mais de cinco contentores grandes, porque o solo não aguenta» explicou. O «acordo» que o Dr. António Costa conseguiu prevê já o máximo do que podem fazer.

in TVI24, 6 Outubro 2009

Isto é um bocadinho a mesma coisa que um vendedor de automóveis anunciar que todos os carros do seu stand têm cinto de segurança, limpa pára-brisas e luzes indicadoras de mudança de direcção.

Comments

22 Responses to “E esta, também foi um assessor que lhe disse?”
  1. Maff says:

    Caro pmd,
    Em 2003 decidiu o PSL lançar 6 "Megas-empreitadas" de recuperação urbana num total de 27.654.164,37€ (vinte e sete milhões e meio de euros) isto em valor de adjudicação.
    Certamente que as intenções eram excelentes. Um total de 27,5 milhões para recuperação urbana era coisa nunca vista.
    O problema era que o dinheiro era ficticio, isto é, apesar de estar no orçamento da câmara na realidade não existia. Era dinheiro de monopólio.
    O problema era que as empreitadas não tinham projectos tendo sido consumido grande parte do prazo das mesmas a pedir-se aos empreiteiros para fazerem esses projectos.
    A consequência é que mais de metade dos edificios que eram supostos serem recuperados ou nem se começaram ou ficaram a meio.
    A consequência é que grande parte das verbas dos tais 27,5 milhões vão ter que ser pagas não em obra mas sim em indemnizações.
    É destas trapalhadas que falo. Não daquelas de pagar 2 ou 3 milhões ao Frank Gerhy por uma maquete de volumes ou 50 ou 100 mil euros por um carro. Isso são pormenores com apenas alguma relevância.

  2. Maff says:

    Caro pmd,
    Em 2003 decidiu o PSL lançar 6 "Megas-empreitadas" de recuperação urbana num total de 27.654.164,37€ (vinte e sete milhões e meio de euros) isto em valor de adjudicação.
    Certamente que as intenções eram excelentes. Um total de 27,5 milhões para recuperação urbana era coisa nunca vista.
    O problema era que o dinheiro era ficticio, isto é, apesar de estar no orçamento da câmara na realidade não existia. Era dinheiro de monopólio.
    O problema era que as empreitadas não tinham projectos tendo sido consumido grande parte do prazo das mesmas a pedir-se aos empreiteiros para fazerem esses projectos.
    A consequência é que mais de metade dos edificios que eram supostos serem recuperados ou nem se começaram ou ficaram a meio.
    A consequência é que grande parte das verbas dos tais 27,5 milhões vão ter que ser pagas não em obra mas sim em indemnizações.
    É destas trapalhadas que falo. Não daquelas de pagar 2 ou 3 milhões ao Frank Gerhy por uma maquete de volumes ou 50 ou 100 mil euros por um carro. Isso são pormenores com apenas alguma relevância.

    • pmd says:

      Existem sempre versões alternativas
      http://pedrosantanalopes.blogspot.com/2009/04/e-f…
      http://ofuncionariocansado.blogspot.com/2009/02/m…
      Mas eu tenho uma grande desconfiança sobre a bondade destas operações de "recuperação urbana" financiadas pelo contribuinte. A degradação de muitos edificios em Lisboa foi causada, em grande parte, por constrangimentos regulatórios impostos pelo poder público (p.ex., o congelamento das rendas, que causou a descapitalização de muitos senhorios).
      Eu não percebo como é que polîticos "bem intencionados" propõem que os contribuintes financiem planos de muitos milhões, sem resolverem primeiro estes elementos de irracionalidade económica que impossibilitam o normal funcionamento do mercado.
      (E entretanto, chegou-me hoje no correio o aviso para pagamento da taxa dos esgotos…)

  3. carlosmc says:

    Parafraseando Mr. Steed … o AC já respondeu?

  4. pmd says:

    "Já agora seria interessante recordar ainda que brevemente os dois anos de completo desvario na C.M.Lisboa aquando da gestão do PSL. Se quiserem exemplos é só pedirem."

    De facto era bom ter mais exemplos do tal "desvario" de Santana que o tornam tão inaceitável. Recorrentemente são referidos alguns:
    – o Audi A8 – concordo absolutamente. E´um carro caro e feio. Se tinha de ser um Audi caro, que fosse um R8.
    – o túnel do Marques – bem este acho que se tornou mais num activo do que um passivo para Santana, não?
    – o projecto do Frank Gehry – sim, o Frank Gehry é caro e o projecto foi para a gaveta. Mas foi por culpa de Santana que foi para a gaveta? Quantos projectos tem a CML na gaveta e quanto custaram?
    Acabei de me lembrar de um: o da Porta Sul.
    – despesismo e as dividas da camara – parte substancial herdada dos projectos PER e da Expo. Mais aqui Reply

  • NunoAlves says:

    Mais uma vez pergunto apesar do António Costa não
    ser um político perfeito, será o Santana melhor? Existirá alternativa a Costa?

  • NunoAlves says:

    A minha decisão tb. é fácil no sentido em que pela primeira vez vejo programas e pessoas muito distintas. Na minha opinioão o PSL é um autarca dos anos 80. O AC é um autarca com ideias que não sendo vanguardistas são pelo menos actuais e de acordo com o contexto da época. Compreendo e partilho a desilusão mas não me parece que votar em PSL seja alternativa.

    • carlosmc says:

      Esqueça por momentos pessoas e programas. Veja o que foi feito na Alta com PSL e veja o que Costa fez. Gosta do Parque Oeste, da Quinta das Conchas, da Maumaus, de ter uma esquadra (que devia ser uma grande Divisão), uma pista de atletismo, dois campos de futebol no complexo desportivo, um centro de saúde? São de PSL. De AC tem … a rotunda famosa. E quer ter a Santos e Castro, a ligação ao Campo Grande, o Centro Social da Musgueira? Quer acção (mesmo dos anos 80)? Quer respostas? Então vote PSL. Quer continuar a demorar 1 hora para sair da Alta, sem Metro, e sem dinâmica, então faz bem em votar AC.
      Quem chega agora à Alta para cá viver, não sabe o que isto era em 2001. Perca algum tempo, e veja os posts de há anos do Viver. Ajuda a perceber. Com PSL nem tudo foi bom. Mas na Alta foi muito, mas muito mesmo melhor.

  • NunoAlves says:

    O PSL não teve tempo suficiente na câmara para planear, excutar e inaugurar projectos. Apenas teve tempo para o inaugurar (eplo menos alguns deles). Portanto não se pode responsabilizar a gestão do PSL por tais feitos. A única coisa que se pode imputar ao PSL é o aumento da dívida confirmada por relatórios do tribunal de contas. Isso sim é um facto.

    • carlosmc says:

      Caro Nuno, sabe com certeza que a Alta de Lisboa tem um plano de urbanização – o PUAL que prevê com bastante detalhe o projecto. Depois, existem projectos em concreto para cada prédio (loteamentos e projectos de arquitectura) e dos jardins e equipamentos. Para o Parque das Conchas foi feito um projecto elaborado por técnicos da CML que foi aprovado e foi executado no mandato de PSL e inaugurado por ele. O Parque Oeste tem um projecto de uma arquitecta espanhola Isabel Aguirre que foi aprovado por PSL, executado uma parte (I fase) durante o seu mandato e inaugurado por Carmona Rodrigues.
      Da Santos e Castro foi elaborado o projecto, aprovado o projecto, aprovada uma Declaração de Utilidade Pública, fizeram-se 80/90 % das expropriações e compras de terrenos, negociou-se com o aeroporto muitos terrenos e construíu-se uma grande parte, depois continuada por Carmona Rodrigues. Depois parou. A Porta Sul foi aprovada por PSL e depois o concurso por Carmona e Costa parou. No complexo desportivo PSL aprovou o loteamento, os projectos de arquitectura e executou.
      Por isso, lamento contradizê-lo, mas pode-se responsabilizar a gestão de PSL por estes feitos. Essa é a Unica verdade, que pode não ser vista, porque não se quer. Mas os feitos são dele e de quem com ele trabalhou.
      E na Alta os feitos de Costa estão à vista.
      Todos temos direito ás nossas opiniões e muitas vezes não vemos as evidências porque não queremos. Neste caso, a verdade está á vista. O resto é ilusão…sua.

  • cvp says:

    Vou aproveitar esta ocasião para pôr aqui o meu primeiro comentário, com um caso que me sucedeu e que penso ser bem ilustrativo: O PSL inaugurou a minha rua com pompa e circunstância e logo a seguir mandou trocar o nome pela calada. A comunicação aos moradores, que antes até tinham uma brochura sobre o David Mourão Ferreira para lhes explicar quem era a personalidade que dava o nome, chegou só 4 meses depois, no dia antes à troca das placas toponímicas.

    Protestámos várias vezes, mas só no mandato de AC fomos devidamente recebidos, mas nessa altura já era tarde para mudar este nome descabido (Rua Quinta das Conchas).

    Foi uma chatice com as alterações de morada, os carteiros fartam-se de se enganar (surgiu depois a Av. David Mourão Ferreira aqui perto), chamar um táxi é um problema (acham sempre que é do outro lado do parque), somos a única rua deste bairro que não tem topónimo de uma personalidade portuguesa da cultura do séc. XX. Porquê? Porque o PSL já foi presidente da câmara de Lisboa.

  • Nuno says:

    Caro Carlos, Quer melhor evidência sobre a gestão ruinosa para não dizer danosa que os relatórios do Tibunal de contas sobre a gestão da Figueira da Foz e de Lisboa atestam? Ou do estudo académico (de um portugês da UHarvard) considerando o governo do PSL(+Barroso) como o mais despesita depois do 25 de Abril. O problema é que os portugueses apenas olham a obra mas não aos meios. É muito fácil fazer obras ao desbarato para as gerações seguintes as pagarem. O homem é um irresponsável. Será que anda tudo cego?

    • PRSousa says:

      Não sei se anda tudo cego. Mas é verdade que andam muitos com ideias pré-concebidas baseadas numa imagem encomendada a uma certa comunicação social.
      Por mim as escolhas fazem-se analisando obra feita ou, na sua ausência, ideias claras e concretas para o futuro, que não pareçam apenas promessas vãs para caçar votos.
      Comparando obra feita, experiência autárquica, ideias e planos, entre PSL e AC, penso que estamos conversados. Entre uma destas duas opções, a escolha sensata parece óbvia.
      Pouco me importa a imagem de playboy construida à volta de PSL. Não é imagem que governa uma autarquia. Estou (e não devo estar sózinho) muito cansado da máquina do PS cuja primeira e mais importante preocupação é apenas a imagem.
      E não, não ando cego. Tenho até os olhos bem abertos!

  • Nuno says:

    Concordo consigo mas penso que se deve ter uma visão economicista da gestão da coisa pública. Para se ser um bom presidente da Câmara (ou de outra instituição qualquer) é condição necessária (não obviamente suficiente) ter-se uma visão economicista. E o PSL não a tem. Por isso nunca será bom presidente de uma cidade, país, clube de futebol ou de outra coisa qualquer…

  • HugoS says:

    Ora aqui está toda a razão. Este Blog/Site tem estado demasiado virado para um dos lados da barricada. Tenho pena que os interessados nestes ataques a AC, não despendam de forma isenta o mesmo tempo a escrutinar os anos e consequências da gestão Santana Lopes e quais os impactos da mesma na gestão de AC. Imparcialidade meus caros é o que devia ser espelhado neste blog.

  • cvp says:

    Público, 09.10.2009: "O túnel custa quase o mesmo que dez escolas" diz António Costa. Dadas as opções feitas por PSL como esta e com "a obra" de Frank Ghery, dinheiro que nem sei para quantas escolas dava mais e que simplesmente desapareceu, pergunto: para os eleitores de Lisboa, que moram, trabalham e têm os filhos nas escolas em Lisboa, de que serve esse túnel? Da minha parte, passei lá… 3, 4, vá lá, 5 vezes…
    A questão está não em gastar muito ou pouco, mas como gastar o dinheiro que temos, se com o "pão para a boca" ou para "fogo de vista".

    • HugoS says:

      Perdoe-me discordar, mas a questão não é quantas vezes já lá passou, mas sim se é uma obra essencial ao desenvolvimento de Lisboa ou não, e qual a prioridade na realização desta obras.

      Acredito que o Tunel seja utilizado por centenas ou milhares de Lisboetas, ou de pessoas que trabalham em Lisboa, e acho que não se deve comparar quanto custará fazer um tunel com as escolas que se poderiam construir com esse dinheiro, porque senão arriscamo-nos que um morador da Av.Roma se pergunte porque raio andamos a gastar tanto dinheiro na alta de lisboa, se podiamos estar a construir escolas e postos de saude na Av. Roma.

      A Pergunta importante é 17M€ ou 23M€ era dinheiro que a CML podia pagar para construir o Tunel? O que é que essa obra hipotecou, e o que vai hipotecar ainda mais?

      Acção-Reacção é universal

      • cvp says:

        Sendo, de facto, essa a pergunta importante, ela mantém o argumento sobre o que deixou de ser feito, quantas escolas, ou o que seja, foram hipotecadas para se fazer o túnel. E esse balanço é sempre para ser feito pelos lisboetas dos vários bairros.

  • pmd says:

    Vejam lá esta foto:http://www.theatlantic.com/doc/200707/shenzhen
    Conseguem ver mais do que 5 contentores empilhados?

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