4 anos e meio de depois, o arquivamento

4 March, 2012 by  

Costuma dizer-se que a culpa morre solteira, sobretudo quando a balança da justiça tem de um lado o poder político da Câmara Municipal de Lisboa e do outro uma empregada doméstica São-tomense.

A história do Parque Oeste, do seu projecto de arquitectura paisagista, das opções de minimalistas de equipamento e da resistência da CML em corrigir os evidentes problemas consequentes tem sido feita de arrogâncias, vaidades e prepotências.

As declarações do Vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes “Se cair alguém ao rio que não saiba nadar é um aborrecimento” são só uma infelicidade no meio disto tudo. Infelizmente não maior do que a morte de uma criança num parque que alguém imaginou, fez e quis inseguro.

Porque a memória é frágil ou torcida, convém lembrar que a criança que mergulhou no lago ficou presa nos limos que ali cresciam há meses – situação não cuidada nem vigiada apesar dos apelos deste blog ao Vereador dos Espaços Verdes. Foram precisos vários homens para tirar o corpo da criança debaixo de água e o próprio bombeiro que entrou no lago necessitou de ajuda para sair. Passados 4 anos e meio, resumir a fatalidade a não saber nadar é de uma desonestidade intelectual atroz.

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Comments

9 Responses to “4 anos e meio de depois, o arquivamento”
  1. Pedro says:

    O parque oeste continua.. Sem bancos com encosto, sem luzes, sem esplanadas, sem campos de jogos, sem.. pessoas. Mas o relvado da alameda da universidade vai ser requalificado!

  2. Miguel says:

    Viva, Tiago
    Desculpa estar te a chatear mas podes me dizer onde fica esse clandestino chinês, e se a comida é asiatica ou opcidentalizada?? obrigado

  3. AnA says:

    Este espaço continua vergonhoso, não existe nenhuma protecção.
    Do outro lado do jardim, existem espaços em que a queda para a água deve ser mais perigosa do que o risco de afogamento,
    Alguém deveria olhar para este parque com olhos de Pai e não com olhos de arquitonto….

  4. cristina says:

    ha 11 anos a viver na Alta de Lisboa,nunca fui ao Parque Oeste …..

    • naf says:

      Faz muito mal. Apesar de algumas falhas já aqui e noutros meios referidas à exaustão é um local agradável para dar um passeio. Agora tornou-se ainda mais apetecível com a abertura do quioque. Atreva-se.

    • Love says:

      Excelentes dicas, Isaias. Ate9 adicionei no fatorivos aqui.Tem ainda o DealExtreme, outra chinesa que ne3o e9 especializada em componentes, mas tem uns gadgets interessantes pra quem mexe com arduino. Eles tem ate9 um gene9rico de arduino le1!

  5. Luis Rocha says:

    A alta de Lisboa é uma banhada autêntica! Pode-se ver pelo crescente aumento de vendas de casas nessa zona! Para além de toda a insegurança que se vive aí, as casas são de péssima qualidade e insere-se numa zona de risco para a saúde pública! Isto já para não falar da constante tentativa de venda de apartamentos a preços que, aos olhos do mercado actual, valem 10.000/15.000€ do que o valor que os proprietários pedem por elas! Só tenho pena de ter comprado lá casa a preço de ouro e que nem por menos de 25.000€ consigo vendê-la… é o que temos! Esperança? Nenhuma! Saudações lisboetas!

    • JRUI says:

      Ó Sr. Luis Rocha, veja lá como são as coisas, eu então gosto verdadeiramente deste local e acho que não tem muita razão no que diz. Moro cá desde Setembro de 2003, passeio a pé à noite por todo o lado, inclusive nos dois parques e nunca me aconteceu nada. Talvez na parte da desvalorização das casas tenha razão mas é uma situação global penso. Tenha calma, tente descontrair e vai ver que daqui a uns tempos o cenário mudará. Cumprimentos.

  6. Luís Magalhães says:

    Com a sua descrição é provável que nem por 1€ consiga vender a casa, pois os seus potenciais clientes, que procuram informação por estes sítios, ficaram esclarecidos sobre os principais factores de decisão numa compra desta envergadura.
    Não querendo desvalorizar a sua experiência enquanto proprietário na alta – apesar de completamente contrária à minha e à da minha família – deixo um excerto duma notícia editada pela caso.sapo:
    "Vender uma casa demora cada vez mais. Em comparação com o primeiro semestre de 2011, o tempo médio para fechar um negócio aumentou para o dobro, o que quer dizer que uma casa já demora 12 meses a vender, apurou o Dinheiro Vivo junto de várias imobiliárias.
    E consoante a localização, a situação pode ser ainda mais grave. "Por exemplo, na periferia do Porto, há zonas, como Gondomar ou Gaia, onde até aconselho as pessoas a retirarem a casa do mercado porque não há procura", refere o presidente da Associação das Empresas de Mediação Imobiliária (APEMIP), Luís Lima.
    Este fenómeno ocorre igualmente nas zonas limítrofes de Lisboa. Em Oeiras, Nuno Ferreira (nome fictício) desistiu de vender a sua casa ao fim de mais de um ano. O apartamento, um T3 com grandes áreas, esteve à venda por 250 mil euros, preço bastante atrativo dado o bairro considerado de qualidade onde se localiza, e que se venderia em dois ou três meses há três anos e em quatro ou cinco no ano passado. http://casa.sapo.pt/Noticias/Tempo-medio-de-venda…

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