António Costa quer centro de congressos e parque temático

Apesar de não faltarem em Lisboa espaços nobres sub-aproveitados, António Costa “pisca” o olho à iniciativa privada para a construção de um parque temático (leia-se talvez Feira Popular, aquela que Santana Lopes fechou em 2003 sem se ter, até agora, encontrado alternativa) e um centro de congressos. António Costa promete ainda facilitar na cedência de terrenos para a construção destes equipamentos.

Assim de repente, a Alta de Lisboa seria uma solução com várias vantagens:
1. A CML tem na Alta de Lisboa vários terrenos disponíveis, abandonados e, face ao panorama imobiliário e demográfico, sem grandes expectativas futuras.
2. Seria um reequilíbrio de funções do território, face à exagerada proporção habitacional, e uma possibilidade de se tornar menos cidade-dormitório.
3. Seria para a Alta de Lisboa uma compensação justa por parte da CML, e muito da Administração de António Costa, que desde o primeiro mandato em 2008 tem deixado o território definhar por sucessivas e continuadas más decisões políticas.
4. Tem na actual Administração da SGAL, depois de afastados vários executivos de topo sem chama, inteligência ou vontade de pensar além de uns clichés de marketing, um parceiro certamente interessado nesta possibilidade.
Pois… Mas do “querer” ao “fazer” de António Costa, que distância haverá?
Toda a notícia aqui:
Câmara não vai “forçar” taxa sobre dormida
08.01.2011 – 20:18 Por Inês Boaventura
O presidente da câmara lançou “um convite à iniciativa privada” para que construa um parque temático e um centro de congressos em Lisboa, garantindo que a autarquia está disponível para ceder terrenos para ambos. António Costa defende que estes são “dois tipos de equipamentos de que a cidade necessita para aumentar o seu potencial de atracção turística”, mas lembra que a concretização destes investimentos não é de competência municipal.
O autarca, e também presidente da Associação de Turismo de Lisboa (ATL), falava na apresentação do Plano Estratégico para o Turismo de Lisboa, que se realizou ontem no Centro Cultural de Belém. “Crescer em quantidade e valor”, “qualificar a experiência do visitante” e “aumentar a notoriedade do destino” são os objectivos estratégicos fixados no documento, para o horizonte temporal entre 2011 e 2014.
Nesse sentido, uma das novidades anunciadas é a aposta no Brasil como um novo mercado estratégico, a par de Espanha, que até agora era o único país com essa classificação. “Somos o destino mundial com o maior número de ligações aéreas ao Brasil, mas cerca de 300 mil turistas escalam em Lisboa sem parar”, afirmou António Costa, justificando assim o potencial daquele mercado.
Já o director-geral da ATL, Vítor Costa, lembrou que em 2010 o número de turistas brasileiros em Lisboa “teve um crescimento de cerca de 50 por cento” em relação ao ano anterior. Para que esse aumento seja sustentado, acrescentou, há que contornar o “défice de informação” e a “percepção” entre os brasileiros que viajam para a Europa de que a capital portuguesa é “uma cidade provinciana, não glamorosa”.
Outra aposta para o quadriénio que agora arranca é a captação de novos segmentos, nomeadamente o dos turistas entre os 56 e os 65 anos, e mesmo o dos com mais idade. O Turismo de Lisboa também quer captar mais pessoas que viajem em família, objectivo no qual se enquadra a construção de um parque temático de que o autarca falou, sem no entanto ter adiantado qualquer localização possível para este equipamento. Até agora são os turistas com idades entre os 26 e os 55 anos, que viajam com o seus companheiros ou amigos, que mais contribuem para gerar dormidas na região de Lisboa.
Sintra, marca internacional
Nova neste plano estratégico é também a inclusão de uma quarta marca a promover internacionalmente: a Lisboa, Estoril (Um lugar. Mil Sensações) e Fátima (O Altar do Mundo) junta-se agora Sintra, Capital do Romantismo. Subjacente a esta decisão está a ideia de que a vila deve ser reconhecida como marca internacional, pelas características únicas que lhe estão associadas.
O documento elenca ainda dez programas específicos, pensados para “potenciar a notoriedade e a complementaridade da oferta turística da região, onde cada turista pode desfrutar de uma experiência à medida das suas expectativas”. Vários desses programas, como sublinhou o presidente da Câmara de Lisboa, espelham um “esforço de focalização no conjunto da frente ribeirinha” da cidade. A esse propósito António Costa adiantou que a partir de Março já será possível fazer uma refeição no primeiro espaço concessionado nas arcadas do Terreiro do Paço.