30 hectares de Lisboa
15 June, 2010 by Carlos Moura-Carvalho

O acordo para a passagem de 30 hectares de área ribeirinha sem utilização portuária para a jurisdição da autarquia é uma excelente notícia para Lisboa. O município toma posse da envolvente da Torre de Belém, da zona do Padrão dos Descobrimentos, Cordoaria/Junqueira, Cais do Sodré, Ribeira das Naus e Matinha através de um auto de transferência em que paga 14,5 milhões à Administração do Porto de Lisboa. Não me quero pronunciar sobre o montante, pois não tenho elementos para aferir se é um valor justo, interessando-me mais a transferência em si das zonas em causa.
Em breve, Pedrouços, Santos e o Poço do Bispo também vão passar para a gestão da CML.
Estas passagens são um acto de evidente bom senso, sentido de justiça e simbolizam boa gestão. Numa altura em que são tão raros os exemplos de medidas sensatas, boas para a cidade e para os cidadãos e justas, esta merece destaque e elogio.
Importará agora que a câmara mantenha os espaços e os potencie. Com projectos culturais diversificados, com desporto, com preocupações ambientais inovadoras.
Mas não fazia qualquer sentido que uma parte da cidade com o simbolismo que têm as zonas em causa estivesse a ser gerida por uma entidade que não o município. Como também não faz sentido que o Parque das Nações seja gerido e mantido por uma empresa que não o município, ou o Terreiro do Paço tenha sido recuperado por uma outra empresa.
O seu a seu dono.
Esta passagem que ora se verificou é a correcção de uma situação injusta e ilógica que perdurou anos e anos. E isso é sempre bom.



14,5 milhoes para fazer os negocios da Matinha. O resto e conversa.
Quanto custava a Porta-Sul? Agora ja nao e muito dinheiro?