Preservativos ao Papa

11 May, 2010 by  

I
Lançamento de concurso para cartaz de sensibilização para o uso do preservativo, no âmbito da visita do Papa.

II
Envio de proposta concebida com os seguintes elementos:
a) dizeres pré definidos pela organização
b) Bracito do Papa acenando aos fiéis
c) preservativo na manga

III
1ª comunicação da organização manifestando preferência pelo cartaz supracitado! (+ 2 minis para celebrar)

IV
2ª comunicação da organização: “Gostamos mesmo muito do cartaz mas queremos que elimine o pormenor do preservativo na manga”.

V
….!….

Comments

12 Responses to “Preservativos ao Papa”
  1. ana says:

    Esse preservativo é do tamanho da palma da mão do Papa!!!!!!!!!!!
    Tenho pena que o Viver não tenha tido bom senso neste post!
    Livre arbîtrio tem destas coisas assim como a utilização de preservativo!
    E já agora Vasco utiliza-o? E o seu é desse tamanho???????

  2. Tiago says:

    Vasco, és Grande e sedutor!

    Conseguiste unir dois grupos aparentemente inconciliáveis, os crentes mais susceptíveis e os irreverentes-afinal-não-tão-irreverentes (http://preservativospapa.blogspot.com) que foram ontem distribuir 18.000 preservativos para a Baixa. Ambos te dizem "Não havia necessidade."

  3. PedroCG says:

    Não percebi a intenção do post.

    Se o autor/criador se queria queixar das limitações que o cliente impôs à sua obra, não me parece que isso seja novidade – afinal é o cliente quem paga a encomenda, tem direito a exigi-la de acordo com os seus desejos e isso está implícito, desde sempre, no acordo entre as duas partes. Ao criador cabe desistir do mesmo e ficar com a obra, se não lhe agradar a interferência.

    O exemplo que deste no facebook, Tiago, parece-me um bocado deslocado do contexto. Afinal o Duchamp fez a "Fonte", não para um patrono ou cliente, antes para um concurso (e a obra foi excluída pelo júri; com todo o direito – ainda que sem a razão, mas isso só se comprovaria no futuro – que lhe dava a sua condição de júri) e o autor sabia ao que ia, ao que se expunha e o que pretendia.

    No campo dos exemplos, o que achas que deveria fazer o responsável de uma empresa encarregue de escolher um jingle para uma campanha de roupa para bébé se o autor da composição musical que preferia lhe tivesse acrescentado uns versos hardcore sobre o fetiche de roupa de criança? Pensava primeiro na liberdade artística ou nos objectivos da empresa? Aqui o caso parece-me idêntico: o cartaz atinge o objectivo – que é o de chamar a atenção para a campanha a desenvolver, mas fá-lo à custa de uma calúnia (pelo que se sabe – e a realidade ou da aparência da realidade percepcionada pelo alvo desta campanha que é a população católica (presumivelmente, os não-católicos usarão preservativos sem restrições morais) que aqui interessa), ao sugerir que o Papa condena algo que faz subrepticiamente (não é essa a explicação para o preservativo escondido na manga? Não seria mais interessante, mais certeira, mais contundente e mais próxima da verdade uma alusão às consequências que o não uso de preservativos acarreta (propagação da SIDA e outras DST's, crianças que nascem seropositivas) e que a posição da Igreja irresponsavelmente amplia?

    Se, pelo contrário, o objectivo do post era, unicamente, chocarreirar ou chocar quem lê (que é sempre a posição fácil para quem desiste de combater ideias ou ideais com contra-argumentos), devo dizer que a adição da cedilha ao "braçito" me chocou mais do que a adição da super t-shirt côr-de-rosa à manga do senhor.

    • Tiago says:

      Responderei apenas ao que me é visado. Li este concurso como um concurso de ideias, sem prémio monetário, que eu saiba, portanto nos mesmos moldes do concurso a que o Duchamp concorreu. A diferença aqui é que o cartaz foi excluído do concurso por recusa do criador em aceder à proposta do júri para alteração da ideia.

      É o que leio no post.

    • João Vasco says:

      O post "Preservativos ao Papa" pretende apenas retratar um dos aspectos da difícil relação entre criativo e cliente. Ao contrário do que afirma, o facto de o cliente pagar não lhe concede o direito de modificar aspectos da obra, muito menos elementos cruciais à essência da mesma. Claro que há sempre clientes que, como o colega, consideram que o produto criativo final pode muito bem ser a soma do trabalho do profissional com as suas próprias opiniões, que de profissionais normalmente têm pouco. Em plena vertigem criativa o cliente não hesita em legitimar o seu bom gosto junto da mulher, filhos, motorista e afins. Nestes casos aconselho que o trabalho seja feito por um executante, um técnico e não por um criativo.

      Curiosamente, no caso vertente nada disto aconteceu, até porque se tratou de um concurso de ideias do qual pouco (aliás, nada) sabia para além do título da iniciativa. Porém, o diálogo foi sempre razoável. A organização da iniciativa recebeu o cartaz com entusiasmo mas receou uma leitura provocatória do mesmo. A explicação que na altura dei é a que dou agora: a leitura que pretendi foi a do preservativo na manga como o "trunfo na manga" que todos esperamos que o Papa use a qualquer momento: a aceitação do uso do preservativo como contraceptivo e o esperado reconhecimento da postura desadequada da Igreja face a este problema, etc. Este ponto de vista foi recebido com atenção e mereceu análise por parte da organização. Não obstante, acabaram por reiterar o pedido de eliminação do preservativo, ao qual acedi com a condição de o cartaz permanecer de autoria anónima.

      A referência ao hipotético caso do jingle/ fetiche/ criança é totalmente absurda e desajustada. Explicações adicionais parecem-me tão evidentes como ridículas. A ideia do Papa usar subrepticiamente preservativos não chega a ser ridícula, é só parva.

      Creio que a palavra "chocarreirar" constitui o único momento verdadeiramente interessante do comentário. Sugiro ao fórum a repetição exaustiva da palavra. É agradável e dispõe bem.

      O tom lamentavelmente demagógico de todo o discurso acaba por constituir o factor menos interessante da referida intervenção. Todo o carácter de "virgem ofendida", 17 anos depois de no Expresso terem publicado o cartoon do Papa com um preservativo no nariz e meses depois de no mesmo jornal terem publicado novo cartoon, desta feita com um preservativo gigante envolvendo toda a cabeça do senhor, parece-me francamente careta e desajustado.

      Quanto ao braçito… não sei o que dizer. Uma desatenssão imperdoável.

      Em jeito de despedida, confesso que a pergunta da colega Ana( me deixou um pouco envergonhado… Talvez quando nos conhecermos melhor possamos falar sobre este assunto. Até lá, dê largas à sua imaginação.

      Até já,
      JV

      • PedroCG says:

        Não me parece que tenha afirmado no meu texto que o cliente tem o direito de alterar uma obra, antes que o cliente tem o direito de exigir que o trabalho encomendado esteja de acordo com os seus desejos, o seu critério e os seus interesses, cabendo ao artista – ao criativo – recusar a mesma e levar o seu trabalho consigo, caso com tal não concorde.

        Parece, aliás que, neste caso, o criativo terá mesmo aceite a interferência – ou as razões – do cliente, aceitando alterações. Alterações que se terão baseado no receio de uma "leitura provocatória". Mas quem se lembraria de uma leitura provocatória quando é tão óbvia a sua mensagem do "trunfo na manga"? Quando a prática deste Papa e do Vaticano nos mais recentes decénios tem demonstrado a sua capacidade de surpreender e de adaptar as suas ideias à sociedade contemporânea e portanto, como prestidigitadores, tirar trunfos da manga sempre que, em viagem, isso lhes convenha?

        De facto, a ideia subjacente ao "trunfo na manga" é inteligente. Completamente ignorante do sujeito que retrata. Completamente ignorante do modo de pensar e reagir do público-alvo (presumo que não serão os não católicos, antes aqueles que, à beira dos passeios, esperavam o representante máximo da sua Igreja), ao considerar que, em vez de uma provocação, nele leria a sua rebuscada justificação. Mas inteligente.

        Teria sido igualmente inteligente ter adicionado as explicações que deu posteriormente, ao post inicial – ter-se-ia percebido que o post era sobre as relações criativo-clientes e não sobre o Papa, ainda que, como tags, só aparecessem "Papa", "preservativo" e "cartaz"… Nada de provocatório, portanto, o que pouparia estas reacções "demagógicas".

        Fiquei a saber que há criativos em Portugal para quem o Expresso é a medida da modernidade (ou será que é o António?) – caricatura nele publicada é para ser a norma! E ai de quem não se reveja nela… O pensamento único é sempre um processo agradável de se eliminar a discordância.

        Registo ainda o fair-play do autor. "Parvo", "virgem ofendida", "careta"… Sim, ser criativo deve ser isto mesmo. Manter sempre uma pose de superioridade em relação à crítica e ao outro. Ah, sim, e ser casca-grossa com as senhoras.

        • João Vasco says:

          Olá de novo. Parece-me que o assunto se esgotou a ele próprio.
          Devo dizer que a minha reacção foi bastante contida, e a meu ver
          adequada. Quanto aos demais comentários aos comentários
          dos comentários…não comento.
          Até uma próxima!

          Ps-quanto à colega Ana, creio ter usado a elegância possível. Perdoar-me-á
          a ousadia.

        • Tiago says:

          Quanto às tags, são de minha exclusiva responsabilidade, mais uma vez demasiado apressada e incauta.

  4. ana says:

    Já dei!

  5. maria says:

    pois eu ca achei o maximo este cartoon ou la o que lhe queiram chamar,basta ver os jornais diarios e nao diarios,é preservativo na cabeça do sr papa,no nariz,etc,e ate agora so aqui é que li coisas desagradaveis em relaçao a algo que ja se arrasta a algum tempo,sim pois este tipo de imagens nao é de agora,cada um com sua opiniao sem esquecer sempre que a nossa liberdade acaba onde começa a de outro individuo,por isso á quem nao goste e comentou,eu como gostei venho deixar um comentario,parabens

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