Feira do Livro vai ser prolongada até 23 de Maio
14 May, 2010 by Tiago Figueiredo

Fui hoje a correr, aproveitando uma aula que acabou mais cedo, para ver se encontrava umas sugestões recentes. Acabei por trazer livros que não tinha previsto, talvez para compensar a frustração de não ter conseguido trazer alguns dos primeiros, mas a Feira do Livro é mesmo assim.
Vai-se descendo, subindo, sempre as ziguezagues, olhando as capas, lendo títulos, autores, lendo contracapas, folheando, arrumando, hesitando, recordando todos os livros já comprados em feiras anteriores e ainda por abrir, jurando para si mesmo novos hábitos – desligar o computador mais cedo, guardar uma hora diária à noite para leituras – fazendo contas à vida (alguns livros estão caros, porra!). Vai-se parando, também, olhando as pessoas à volta, os solitários, as famílias, os livreiros entusiasmados, os outros, enjoados e chateados com esta notícia do prolongamento da feira.
Há ainda as bancas de come e bebes, roulottes de farturas, pitas shoarma, quiosques de gelados, de cerveja, de café, muitas esplanadas. Há palcos para concertos, estrados para autores debaterem os livros, para os autografarem.
É uma Feira do Livro muito diferente da de há 20 anos. Mais animada, com mais serviços, mais possibilidades de actividades, distracções. Provavelmente influência da Leya. Também lá fui. Não gostei. Nada, mas nada mesmo. É um espaço à parte, com detectores de alarme nos acessos, seguranças privados com olhar desconfiado, poucos livreiros e estranhamente com dificuldade em tirar dúvidas (espero ter tido só azar). Saí sem comprar nada. Voltei aos outros, os pequenos, os antigos, os de sempre. Mais atentos, mais capazes, mais simpáticos. Os anos estão a fazer-me dar mais importância à identidade das coisas.
Mas pronto, este post era mesmo só para vos dar a novidade do prolongamento até 23 de Maio. Vale a pena dar lá um salto, a sério. Vale mesmo a pena.



Boa notícia para quem, como eu, ainda não foi à Feira do Livro. E ao fim da tarde é a melhor altura, sobre a hora do jantar, às vezes mais sossegada. Quanto à Leya – é um choque, realmente! O ano passado demorei algum tempo a perceber que tinha entrado nessa espécie de 'condomínio privado' disfarçado, com todos esses alarmes e restrições, como se não bastasse terem-nos 'roubado' algumas editoras, também o espaço livre da Feira…
Mesmo assim conto ir lá, ver os livros do dia, os livros em segunda mão, olhar as novidades, sentir o movimento, subir e descer a Avenida, cruzar-me com alguém conhecido, sempre.
Obrigado, Tiago, pelo aviso de prolongamento.