Desenhos
19 May, 2010 by Luísa Ferreira

A maior parte de nós deixa de conseguir desenhar lá para os 10 anos de idade. Nessa altura, o hemisfério esquerdo do nosso cérebro teima em protagonizar e corrigir, à sua maneira e em vão, o que os nossos olhos vêem. O resultado é suficientemente frustrante para nos fazer passar à fase do “não sou capaz”.
A boa notícia é que, mesmo tendo “desaprendido”, pode reaprender-se a desenhar. Segundo Betty Edwards, no seu livro “Drawing on the Right Side of The Brain”, basta desenhar o que se vê. O que acontece é que, mesmo quando julgamos estar a desenhar o que vemos, frequentemente estamos apenas a desenhar o que sabemos. Uma experiência simples, proposta pela autora, pode ajudar a reencontrar a frescura dessa capacidade de observação talvez há muito perdida: desenhar um retrato virado de pernas para o ar. Vai ver como sai bem.
Dito assim, até parece simples!
Que o digam os membros do blog Urban Sketchers Portugal, “(…) um colectivo de autores portugueses que desenham em diários gráficos as cidades onde vivem, os sítios por onde viajam, encontram-se para desenhar de vez em quando e respondem a desafios lançados no blog”.
Um pequeno caderno, um lápis, uma caneta, talvez uma caixinha de aguarelas e um pincel. É quanto basta para captar um momento, com alma, seja qual for a técnica utilizada.
Deixo-vos com alguns desenhos em www.urbansketchers-portugal.blogspot.com
Ilustro este post com o primeiro scketch de uma amiga minha, nunca antes publicado e gentilmente cedido para este efeito.


