CML recusa proposta para o Eixo Central
1 April, 2010 by Tiago Figueiredo

Chegou a resposta da CML, na pessoa da Vereadora Catarina Vaz Pinto, à proposta de atribuição do nome do Embaixador Aristides de Sousa Mendes ao futuro Eixo Central da Alta de Lisboa, subscrita por 15 entidades, intituições, associações e colectividades.

É pena. Houve discordância com o ponto 5 da proposta.



A senhora vereadora ou está mal informada ou tem memória de galinha. Só para citar um exemplo: a avenida que liga Entrecampos à Avenida dos Combatentes chamou-se durante muitos anos "28 de Maio" tendo o seu nome sido alterado para "Forças Armadas". O nome anterior estava tão consagrado como os das demais ruas da cidade – a não ser que diverjamos no significado da palavra. "Rainha D. Amélia" foi também o nome da Almirante Reis. Será que só com as mudanças de regime é que se torna possível desconsagrar as avenidas?
Para além disso a ileteracia parece ter uma propagação viral. Que me lembre, nós não pedimos a repetição do topónimo: propomos a sua relocalização, para uma artéria com dimensões e visibilidade mais consentâneas com a grandeza da personagem. Enfim.
Aguardo curioso qual o nome a escolher. Para aí uma coisa anódina e sem riscos de ofender as virgens do politicamente correcto. Ou alguma personagem republicana tão cara à brigada da naftalina do PS. Ou, se a avenida só fôr inaugurada na vigência de uma vereação PSD, uma homenagem ao homem que gastou milhões na Alta. Não o Santana – o Stanley.
Dia das mentiras
Pode estar a passar-nos ao lado a postura da CML em todo este processo. A CML pode estar a defender a grandeza do nome do Embaixador Aristides de Sousa Mendes.
Dadas as sucessivas actuações dos últimos anos, já repisadas nas páginas do Viver, daquelas que de tão estúpidas e imbecis quase parecem sabotagem do projecto para que morra de vez, é crível que os planos para o Eixo Central não sejam tão grandiosos como os iniciais.
O troço norte, que ligaria o Eixo Norte-Sul até à Av. Nuno Krus Abecasis é uma miragem e até a própria CML considera difícil de se concretizar. O tramo Sul aguarda ainda a ligação à 2ª circular pela Porta Sul, a tal que a dupla Salgado/Catarino fizeram o favor de dinamitar, e o tramo central aguarda a disponibilização dos terrenos da Carris, os tais que o António Costa disse em Outubro de 2009 estarem já adquiridos mas que ainda não estão (a proposta que ia a reunião de câmara foi retirada).
Posto isto, o Eixo Central pode muito bem vir a ser uma manta de retalhos devolutos, como é a Av. Santos e Castro, como são as malhas habitacionais que a CML fez também o favor de embargar.
Seria digno e justo atribuir o nome de Aristides de Sousa Mendes a uma obra tão mal parida?
Tem toda a razão. Estranho sempre a forma como são escolhidos os nomes para determinadas instituições ou ruas. E penso como se sentem as pessoas da família ou as próprias ao verem o seu nome utilizado como se de um objeto se tratasse.
Lembro-me por exemplo do nome da Maria Keil e da nossa "biblioteca".
Será possível!!!!?