Mobilidade urbana
20 March, 2010 by Joaquim Cunha

O Automóvel Clube de Portugal (ACP) em conjunto com outros quinze clubes automóveis da União Europeia, sob coordenação da FIA, elaborou um estudo sobre mobilidade urbana. Na UE 75% da população vive em zonas urbanas. Em média as pessoas deslocam-se 15 quilómetros diariamente. A grande maioria viaja sozinha e utiliza a sua própria viatura. O estudo concluiu que a deslocação média aumentará 40% até 2030 com os inerentes efeitos ao nível da poluição, ruído, engarrafamentos e acidentes.
Para convencer as pessoas a deixarem o carro em casa é necessário “uma rede de transportes eficaz, com boas ligações entre si”, como aponta o director-geral do gabinete europeu da FIA.
Positivo
“Em Lisboa, o estudo destaca as boas ligações dentro da cidade, a qualidade da informação disponível nas paragens e estações, inclusive em inglês, ou o sistema de informação dinâmica que equipa muitos dos autocarros. A possibilidade de adquirir um bilhete inteligente que quando carregado com cinco euros, permite viajar por 80 cêntimos, e ainda a existência de muitas bilheteiras. Possibilidade de viajar sem acréscimo de preço acompanhado de uma bicicleta ao fim-de-semana, e uma menção especial para o serviço de deslocação porta-a-porta para pessoas incapacitadas pelo mesmo valor da tarifa pública.”
Negativo
“Foram detectados na rede problemas sobretudo com o tempo despendido entre a periferia e o grande centro, um tempo de ligação esse muito superior à média europeia. Faltam também incentivos para bilhetes e tarifas de parque para os utilizadores das periferias, ou a inexistência de bilhetes com validade de tempo, úteis para as pequenas deslocações o que as tornava menos dispendiosas. Apenas alguns autocarros dispõem de acessibilidade para pessoas incapacitadas, assim como poucos lugares disponíveis para grávidas e idosos, não existindo ainda mapas de área em algumas das zonas examinadas.”
citações retiradas da Revista do ACP, Março 2010


