Parque Oeste 3ª fase – imagens inéditas
7 February, 2010 by Tiago Figueiredo
As manhãs de Domingo servem para passear e ver coisas novas. Uma abertura inesperada na vedação que tem cercado a obra da 3ª fase do Parque Oeste fez-nos acreditar que era hoje o dia da inauguração.
A equipa de reportagem do Viver entrou, passeou, viveu e fotografou até mais não poder. Afinal ainda não era hoje, explicou-nos o simpático jovem que nos acompanhou de seguida até à saída. Ficam os registos e impressões.
O Parque está com muito bom aspecto, bastante amplo, com espaços variados. É bom para passear, sobretudo, mais do que ficar. Mas essa é a filosofia subjacente ao próprio projecto. As sugestões de bancos com encosto que foram feitas à CML há mais de dois anos não tiveram eco nesta obra.
Regista-se, porém, a inclusão de iluminação eficaz, importante se se quiser que o parque sirva de percurso pedonal entre Lumiar, Ameixoeira e Alta de Lisboa.
Ao fundo, vê-se o grande lago, importante para a retenção de águas pluviais em dias de dilúvio. Diz a Arq.ª Isabel Aguirre.
As ripas de madeira aplicadas no terraço e passadiços não parecem nem impermeabilizadas (com a humidade estão a inchar e saltar) nem suficientemente resistentes para durar mais do que um par de anos. Compare-se com as utilizadas para o mesmo efeito na reabilitação da Quinta das Conchas.
Estas têm cerca de 2 centímetros de espessura. As da Quinta das Conchas terão uns 10 centímetros?
Além do grande lago existe este outro, mais pequeno e de pouca profundidade, já a chegar ao Lumiar.
Uma das passagens sob o Eixo Norte-Sul, importantes para fazer a ligação à estação de Metro da Ameixoeira.
Nota-se que falta um arranjozinho para tornar a passagem utilizável. Esta ideia foi submetida à CML nos últimos Orçamentos Participativos, mas rejeitada, sem direito a ir a votos.
Se calhar falta mais do que um arranjozinho.
Outra passagem inferior ao Eixo Norte-Sul. Hoje também havia pessoas a passear lá por cima. Dias estranhos, estes.
Esta é a vista do Parque Oeste a partir da ponta mais a Sul, ou seja, mais próxima do Lumiar.
Suscitou-nos espanto a solução adoptada para o rebordo exterior do lago (à esquerda). Uma malha de arame verde, em vez do parapeito de ferro aplicado no passadiço. Porque não a mesma solução ou mesmo um muro de cimento como aplicado na 1ª fase do Parque Oeste?
Pretende-se aqui instalar um café com esplanada? Com uns chapéus de sol, no Verão, contem connosco para passar umas horas!
Esta é a vista por cima do tal hipotético café com esplanada. Uma vista ampla do grande lago até à represa, lá em cima.
Outra vista do grande lago, com o Eixo Norte-Sul à direita. Ouve-se um pouco demais o trânsito – e hoje era Domingo, dia mais calmo. Estava previsto – disse-nos a Arq.ª Isabel Aguirre – o ENS ter barreiras ao longo de todo o viaduto até ao túnel da Ameixoeira. Foi para ela uma surpresa desagradável ver que as Estradas de Portugal tinham decidido poupar neste troço.

Acabou um pouco mais à frente o nosso passeio ao engano. Não deve faltar muito para a abertura ao público. Apesar dos pormenores a corrigir, estamos ansiosos para poder andar aqui de bicicleta, a correr, a conversar, a tomar um café na esplanada, ou a caminho para o Metro.



Pá, essa arquitecta teria imenso sucesso em qualquer regime totalitário. Esses adoram obras faraónicas muito lindas no papel, mas completamente inutilizáveis. O Parque Oeste é uma dessas obras. Mais frio que a roupa interior de um esquimó. Menos apetecível e humano que um triturador de lixo. É apenas um imenso descampado com relvinha e laguinhos. Serve para alguma coisa? Não.
Lindo!
Agradeço ao repórter que nos deu a conhecer, em jeito de ante-estreia, esta parte do Parque Oeste.
Mal posso esperar pela abertura ao público 🙂
Mr Steed given that you are an expert in landscaping! Could you please give us some suggestions in ways to humanize Parque Oeste?
Yours truly,
a good listener
desculpe mas não falo estrangeiro.
A utilidade deste parque crescerá na medida directa da sua boa ligação com o Lumiar e a Ameixoeira. Se os nossos autarcas tivessem uma (alguma) visão do urbanismo já tinham desenvolvido um projecto que acabasse em definitivo com estas ilhas urbanas. E não era necessário gastar muito. Qualquer metro linear de auto-estrada urbana sai muito mais caro do que centenas ou mesmo milhares de km de caminho pedonal…
Tiago, onde está o buraco na vedação para ir lá passear este fim de semana ? 🙂
Tb. não percebo porque não existe continuação do passeio para lá do Eixo NS. De qq. das formas fico feliz por haver um passeio no POeste a contemplar essa futura passagem!
Penso que o projecto tb. deveria contemplar uma vedação "natural" à base de árvores (como está previsto no projecto) que minimize a poluição sonora do Eixo NS.
Isso devia ser assim em todos os eixos viários tipo auto-estrada que atravessam a cidade.
eu estive la no sabado a tarde com minha bebe,esta tudo muito bonito,apenas tinha 2 sugestoes a fazer a quem de direito:
1º-criar vedaçoes á volta do lago para evitar acidentes,seja com crianças,ou com animais de estimaçao,
2º-criar espaços de convivio seja parques de diversoes,esplanadas,ou porque nao ate como era no campo grande(agora nao sei se há la)aqueles barquinhos onde damos ao pedal e andamos pelo lago???alem de ser divertido a cml podia lucrar e muito com qualquer destas ideias,acho eu,
fica a ideia,