Madrid, te quiero

12 February, 2010 by  

Acordar em Madrid e ir tomar tomar um café latte e uma fatia de tarte de maçã com passas num primeiro andar imune ao bulício da Gran Via, fez-me lembrar um filme recentemente massacrado pela crítica mas que me impressionou pela beleza das imagens, pelo engenho dos enredos e pela criação destes refúgios urbanos que constrastavam com a “sujidade” natural das coisas usadas.

Gosto de cidades assim, onde existem locais onde parece que o tempo passa mais devagar, uma espécie de “coito” do jogo da apanhada, que brincávamos em criança.

Há ambientes que não dá para transcrever. Como colocar em palavras o salero provocador do Falla, a simplicidade das miniaturas do Satie ou a música de Mozart (não tenho mesmo palavras) que se ouvia no Starbucks? Lá de fora chegavam apenas os movimentos das pessoas, como um filme sem som.

Não vale a pena moralizar este post. Comparar Madrid a Lisboa, justificar políticas de habitação, fomento ao comércio ou reabilitação urbana. Adoro viver em Lisboa, onde existem muitas coisas boas. Até alguns lugares assim.

Enfim… Acho que vou agora subir a avenida.

Comments

One Response to “Madrid, te quiero”
  1. Madrid foi a minha cidade eleita para umas curtas férias urbanas no Verão de 2009. Tive a sorte de estar lá, também, no fim de semana passado em trabalho, bom felizmente mais pelo trabalho do que em trabalho. Esta segunda visita só confirmou aquilo que já tinha notado: uma cidade vibrante, ok se calhar ruidosa demais durante a noite, mas eclética, jovem, moderna na sua antiguidade. Milhões, sim milhões de cidadãos usufruem do seu centro, a qualquer hora, fazendo as suas compras ao ar livre, uma prova das enomes vantagens económicas em pedonalizar grande parte das ruas centrais e ter um sistema de transportes adaptado. Há de tudo, desde as lojas de marcas internacionais, às mais vanguardistas e "fashion" da Funcarral – a minha mulher perde-se por lá – , à alta costura do bairro de Salamanca – aqui infelizmente não se pode perder – , mas acima de tudo, como existe massa crítica – entenda-se uma multidão que anda a pé – , lojas especializadas, como as pequenas e fantásticas lojas de mapas e globos ou de pinceis para artistas na Calle de las Huertas…

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