Rotunda acelera para inauguração

25 September, 2009 by  

A rotunda das 5 vias, que esteve anos em projecto e só arrancou depois de moradores terem contruído uma rotunda provisória de protesto contra a passividade da CML (de todos os vereadores, leia-se, sem excepções de honra.), avançou entre Março e Maio até à forma rodoviária.

O arranjo interior final demorou a começar, mas nas últimas semanas avançou consideravelmente.

(fotografia de Luísa Ferreira)

Um relvado semeado leva cerca de um mês e meio a vingar. Por alguma razão, optou-se por colocar relva em tapete, como aquela dos estádios de futebol. Em apenas um dia ficou pronto.

Diz o pessoal que está na obra que ainda vão ser plantados uns arbustos.

Fico com pena que a CML tenha optado por criar um relvado em vez do tal bosque de árvores que ganhou na sondagem do Viver. Alguém fez contas aos litros de água necessários por ano para regar esta rotunda? Pagos por quem?

Comments

14 Responses to “Rotunda acelera para inauguração”
  1. moradora says:

    por nós!
    Mas como já pagamos tudo mesmo e continuamos a votar nestas pessoas, ou a não votar, é o que merecemos!
    Quantos de nós já se foram recensiar?
    E dos que já foram quantos exercem o seu direito votando?

  2. Ana Barata says:

    Passei lá há bocado e estão umas árvores deitadas no chão à espera de serem colocadas… não sei se haverá bosque (não me pareceu) mas teremos algumas árvores para amostra e uns pequenos arbustos, que também já lá estão.

  3. Pedro Veiga says:

    Também hoje vi as árvores e os arbustos prontos para ser colocados. Venham eles e elas para combater a poluição. Fazem sempre falta em toda a cidade!

  4. PedroCG says:

    Nestas coisas – como em tudo na vida – há sempre duas perspectivas por onde as analisar: a do copo meio cheio ou a do copo meio vazio.

    Podemos entender – e muito bem – que a classe política se movimenta muito mais diligentemente em véspera de eleições. Mas também nos podemos congratular por termos políticos que, ainda que tarde, souberam aprender com autismos anteriores, e acabaram por dar ouvidos aos cidadãos, mandando materializar as sugestões e reivindicações apresentadas.

    Pior seria se, como no passado, tudo caísse em saco roto.

    E já agora. mais uma boa notícia: vamos ter – finalmente!!!! – quiosque no Parque Oeste. Sim, o quiosque que tanto defendemos para a parte de cima do parque, vai ser implantado. Chega tarde, face à promessa de há dois anos, pois chega. Mas chega. Não me parece que vá ficar no melhor local… mas lá teremos um pólo de animação.

  5. PRSousa says:

    Menos mal. Não será a solução mais "ecológica", mas sempre é melhor do que mato e ervas daninhas.
    Pior situação temos mais abaixo, na confluência com a Estrada da Torre, junto à Escola Secundária.
    Temos uma avenida, que vai sem embelezada, e que termina de repente, …, contra o velho e decadente muro da empresa de camiões e terraplanagens. Além do péssimo aspecto, junto a este muro há ratazanas e wc canino.
    Quando eu comprei a minha casa, há cerca de 7 anos atrás, foi-me dito que a dita empresa já tinha sido expropriada, e que iria ser criada brevemente uma rotunda. Passaram SETE anos e está tudo rigorosamente na mesma.
    De salientar que o referido muro chega a ocupar parte da faixa de rodagem, o que obriga os peões a usar a estrada para circular, com os riscos inerentes.
    Até agora esta via tinha bastante trânsito. Agora, como tornaram proibido virar à esquerda para a Estrada da Torre, conseguiram desencorajar o trânsito nesta avenida.
    …
    Peço desculpa – talvez isto seja tema para um post dedicado ao assunto (com umas fotografias).

  6. "Está planeado para a rotunda uma banda circundante em material inerte solto, modelação do terreno, relvado, plantação de arbustos formando um desenho ondulante e plantação de árvores."

    Esta foi a resposta que recebi da UPAL em 5 de Agosto 2009 ( na altura comentei no Viver mas não consigo encontrar em que post).

  7. NunoAlves says:

    Sem querer ferir susceptibilidades, não consigo entender a obcessão dos portugueses em geral em ter as rotundas "arranjadinhas". Obviamente que é importante que essas obras se relizem mas não entendo a importância dada pelo "Viver" a esta rotunda. Penso que existem outros assuntos (exemplo: mobilidade sustentável) mais importantes e cuja relevância dada pelo "Viver" é exactamente a mesma.

    • Tiago says:

      Tem razão, NunoAlves. A rotunda tem um interesse muito menor quando comparada com assuntos de macro-escala. Porém, esta notícia é o que os leitores do Viver tanto costumam exigir-nos, um follow-up de uma situação que começou a ser relatada também nestas páginas. Eu conto-lhe a história.

      Há muitos, muitos anos, havia neste local um cruzamento de 18 faixas, sem sinalização, rotunda ou semáforos. Os carros passavam, cada um por sua decisão, sem trajectória definida ou perceptível no asfalto. Um dia, levámos (o Viver) o assunto ao grupo dos CpL. O assunto foi levado a reunião de Câmara mas acabou por nunca ser discutido. Caiu no esquecimento. Os vereadores desinteressaram-se, desistiram.

      A população não. Heroicamente, uma noite, pegaram em blocos de plástico espalhados e perdidos na Alta e fizeram uma rotunda com as suas próprias mãos. O feito tornou-se histórico, aclamado por toda a população, suscitando curiosidade da comunicação social.

      A rotunda foi retirada pela CML um dia e meio depois. Enquanto funcionou, funcionou muito bem. Mas foir retirada em poucas horas e foi um escândalo.

      Os Vereadores da CML voltaram a interessar-se pelo assunto, levaram-no novamente a Reunião de CML. Pouco depois apareceu o projecto da rotunda.

      É esta a razão de termos um carinho tão grande por esta obra.

      Eu também gostava imenso de ler mais sobre mobilidade sustentável em Lisboa no Viver. Temos uma rubrica chamada "O Viver feito pelos seus leitores". Quer enviar-nos os seus textos com fotografias com 588×400 pixels para publicarmos?

    • Tiago says:

      Tem razão, NunoAlves. A rotunda tem um interesse muito menor quando comparada com assuntos de macro-escala. Porém, esta notícia é o que os leitores do Viver tanto costumam exigir-nos, um follow-up de uma situação que começou a ser relatada também nestas páginas. Eu conto-lhe a história.

      Há muitos, muitos anos, havia neste local um cruzamento de 18 faixas, sem sinalização, rotunda ou semáforos. Os carros passavam, cada um por sua decisão, sem trajectória definida ou perceptível no asfalto. Um dia, levámos (o Viver) o assunto ao grupo dos CpL. O assunto foi levado a reunião de Câmara mas acabou por nunca ser discutido. Caiu no esquecimento. Os vereadores desinteressaram-se, desistiram.

      A população não. Heroicamente, uma noite, pegaram em blocos de plástico espalhados e perdidos na Alta e fizeram uma rotunda com as suas próprias mãos. O feito tornou-se histórico, aclamado por toda a população, suscitando curiosidade da comunicação social.

      Mas a rotunda foi retirada pela CML um dia e meio depois. Enquanto funcionou, funcionou muito bem. O desinteresse da CML durante anos e o contraste de comportamento quando os moradores resolveram os problemas pelas suas próprias mãos revoltou ainda mais as pessoas e atraíu a ateção dos media.

      Os Vereadores da CML voltaram a interessar-se pelo assunto, levaram-no novamente a Reunião de CML. Pouco depois apareceu o projecto da rotunda.

      Tudo isto está relatado em vários posts no Viver, que pode procurar por "cruzamento das 18 faixas" ou "rotunda das 5 vias". É esta a razão de termos um carinho tão grande por esta obra.

      Eu também gostava imenso de ler mais sobre mobilidade sustentável em Lisboa no Viver. Temos uma rubrica chamada "O Viver feito pelos seus leitores". Quer enviar-nos os seus textos com fotografias com 588×400 pixels para publicarmos?

      • NunoAlves says:

        Não sabia deste histórico todo. Compreendo, agora, o carinho dos comentários sobre esta rotunda. Parabéns, portanto, a todos que estiveram envolvidos neste processo!
        Enviei há 2 semanas um pequeno email sobre a existência (ou não existência) de ciclovias na Alta mas não obtive nehum feedaback. Mas também não sei se é suposto obter algum 🙂
        Abraço

        • Tiago says:

          Era suposto, sim. Mas as minhas últimas semanas (as últimas 70, mais ou menos) têm sido complicadas e a memória falha. Acredite que pensei ter-lhe respondido. Sei que existem uns projectos de ciclovias mas desconheço-os em concreto e duvido que estejam nos planos da actual CML. Ser reactivo e não pro-activo faz destas coisas, construir mal primeiro para remendar depois. Aqui na Alta tem-se pago um preço muito alto pela descoordenação.

          Nuno, posso lançar-lhe o mesmo desafio que lancei para a mobilidade sustentável? Quer investigar o que se passa sobre as ciclovias e escrever um texto com fotografias para publicar no Viver na rubrica "feita pelos seus leitores"?

          Abraço.

  8. MrSteed says:

    O que mobilidade sustentável? É andar de bicicleta? Então porque é que não lhe chamam simplesmente andar de bicicleta? Mania dos nomes complicados pá…:p

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