Relações de vizinhança no jardim das Amoreiras
22 September, 2009 by Matilde Pais

Há dois anos que não vivo em Portugal. Regressada há quatro meses, estive a viver perto do jardim das Amoreiras. Procurei aproveitá-lo. Como mero canal de passagem para outros recantos lisboetas, para respirar os ares verdes da cidade e onde ainda tive o privilégio de passear o cão de família, o Coffee.
Ao final da tarde, o jardim é o ponto de encontro dos cães (propositadamente: “Os cães que querem socializar encontram-se por volta das 19h”, foi-me dito) e, irremediavelmente, dos seus donos que, inicialmente, não são mais que o dono de…, da Maçã, da Roxy…
O que une estas pessoas são os cães, claro. Mas também o bairro. Têm o cuidado (pelo menos as que vi) de apanhar as prendas deles e de contar histórias. Desde partilhas pessoais a aventuras que por ali se vão passando. Por exemplo, uma senhora sentada num banco do jardim incomodada por uma cadela beber ou saltar para a água do chafariz onde vivem peixinhos. Porque “há lugar para todos aqui”. Pormenor, essa mesma senhora, sem pedir licença, dava alguma coisa comestível a um cão com dono. Ou algum vizinho chamar a polícia municipal porque os cães andam soltos. Até a polícia fazer uma espera num desses finais de tarde sem nada mudar. Afinal, ninguém fez nada de errado.
Relações de vizinhança. E volto à ideia,“good fences make good neighbours” (bons muros fazem bons vizinhos), apresentada num post de 15 de Junho, “Construir uma comunidade de bons vizinhos”.



Acho magnífico!
Cães pela trela, donos de saquito na mão a apanhar as prendas que posteriormente são depositadas em recipientes para o efeito, vacinas em dia e livres de parasitas!
Ficamos à espera do mesmo tratamento para os Todos os cães aqui na Alta.
No meu bloco há pelo menos um cão e os donos são exemplares!
http://caopessoa.blogspot.com/
A experiência que tenho aqui na Alta é bem diferente… a relva da Alameda da Música parece uma casa de banho para cães.
Andam com trela ou sem trela, mas de saquinho na mão é que os donos não andam (salvo, certamente, algumas honrosas excepções que ainda não tive oportunidade de ver).
E há uma coisa que eu não percebo mesmo: tenho a certeza que alguns desses donos sem saquinho não deitam lixo par o chão (pelo menos com alguém a ver); e não têm qualquer problema em deixar os cães fazer os cocós e seguir em frente, mesmo com pessoas a olhar.
A experiência que tenho aqui na Alta é bem diferente… a relva da Alameda da Música parece uma casa de banho para cães.
Andam com trela ou sem trela, mas de saquinho na mão é que os donos não andam (salvo, certamente, algumas honrosas excepções que ainda não tive oportunidade de ver).
E há uma coisa que eu não percebo mesmo: tenho a certeza que alguns desses donos sem saquinho não deitam lixo par o chão (pelo menos com algúem a ver); e não têm qualquer problema em deixar os cães fazer os cocós e seguir em frente, mesmo com pessoas a olhar.