Já não vai haver Metro na Alta de Lisboa

8 September, 2009 by  

Depois de anos de promessas e projectos, a estação de metro da Alta de Lisboa está cada vez longe de se tornar uma realidade. Chegaram a ser equacionadas duas estações ao longo do Eixo Central, uma em cada rotunda, passou-se depois para uma apenas.

Recentemente o executivo de António Costa falou em projectos de expansão da rede sem mencionar a Alta de Lisboa. Mais tarde veio com a ideia de um metro de superfície. O metro de superfície é uma excelente ideia para toda Lisboa, por ter custos muitíssimos mais baixos que o subterrâneo, mas doi ver este assunto da mobilidade sempre tratado de forma vaga e sem compromissos assumidos. Que planos de ligação às restantes redes existem? Que planos de eficácia de deslocação estão previstos? Estão previstas faixas exclusivas e prioridade nos cruzamentos e semáforos?

Mas a machadada final é dada no site do Metropolitano de Lisboa, onde as dúvidas são dissipadas quanto aos planos de uma estação da rede na Alta de Lisboa. Depois de todos os avanços e recuos que este projecto teve, tal como tantos outros aqui na Alta, à conta das indecisões e caprichos dos eleitos na CML, alguém põe as mãos no fogo pela certeza do que irá ser implementado aqui? Acabem lá depressa a Santos e Castro e o Eixo Central porque o pessoal vai continuar a andar de carro.

Comments

40 Responses to “Já não vai haver Metro na Alta de Lisboa”
  1. ruimssousa says:

    Olá.

    Se pensar em termos de Alta de Lisboa, é uma má notícia.

    Mas se pensar em termos de Lisboa, tenho que reconhecer que a solução apresentada agora faz muito mais sentido. Ligar o aeroporto (e a Gare do Oriente) ao Campo Grande faz muito mais sentido do que fazer a ligação no Lumiar.

    E a ideia de tornar a linha verde circular e a vermelha seguir para a Amadora em vez da Azul também é muito boa, torna uma linha radial numa linha transversal.

    Rui Sousa

    • Carlos says:

      Penso que faria mais sentido manter a linha amarela como está e libertar a verde para avançar para norte, avançando para a Alta de Lisboa e ligando-se à vermelha na junção perto das calvanas. Libertava o acesso da linha verde ao Campo Grande e permitiria ser a vermelha uma grande circular no futuro. O que quero dizer é que os tuneis teriam de ser refeitos na zona das calvanas, a seguir a Alvalade para permitir o desenvolvimento da linha verde para a Charneca do Lumiar e Camarate.

  2. JRUI says:

    É o paradoxo da modernidade.
    Bairros novos deveriam ter inovações a pensar no conforto das pessoas como por exemplo as ciclovias, infantários em número suficiente, locais de assistência à saúde de bom nível, bons e rápidos transportes mas não, aqui é ao contrário.
    Onde é possível conceber-se uma nova estrutura habitacional da dimensão da Alta de Lisboa sem metropolitano?
    Foi mais um sonho que vivemos durante uns tempos. Metro de superfície acredito agora que a haver e parece-me impossível que não venha a existir , só lá para 2025 na melhor das hipóteses.
    Fico com bastante pena pois é definitivamente uma forte redução na expectativa criada para este local e vai certamente pesar negativamente nas opções de escolha habitacional futuras.
    Por outro lado estamos condenados a continuar a emitir poluentes para a atmosfera e a respirá-los pois o tráfego automóvel aumentará sempre.

  3. Pedro_G says:

    Viva,

    É natural que todos tivéssemos a esperança de ver o metro chegar à Alta de Lisboa, mas desde há muito tempo que essa solução não é possível. Foi uma boa manobra de marketing da SGAL aproveitar rumores e tentar convencer as pessoas a comprar casas com base nesse pressuposto.
    Eu faço parte desta família desde 2006 e já nessa altura sabia que nunca íriamos ter metro aqui mais perto, porque ele até existe no Parque das Conchas (perto para uns e muito longe para os outros).

    Isto começou por ser uma ideia errada de base. A forma de colocar metro na Alta de Lisboa, não passaria por desviar a linha do Aeroporto, mas sim por prolongar a ainda linha amarela (que pelo mapa passará a verde) até à zona do Parque Oeste.

    O que é verdade é que com a rede viária prevista para a Alta, é perfeitamente sensata a colocação de metro ligeiro de superfície, solução já com muitos anos em cima da mesa (a de criar uma linha de metro de superfície periférica à cidade) e que aí podemos esperar que passe rapidamente para o terreno.

  4. amendonca says:

    Estes diagramas já eu tinha visto há algum tempo atrás no site do Metro de Lisboa, pelos vistos agora temos confirmação. Mas esta confirmação trás implicações, e uma delas é reduzir a probabilidade de vermos o sector dos serviços instalar-se aqui, é certo que para já só temos habitação e enquanto não tivermos as acessibilidades resolvidas não devemos ter edifícios de serviços, mas a falta de metropolitano é mais um contra.
    Em relação ao de superfície, estou como o JRUI, não me parece que venha tão depressa, fica menos caro, é certo, mas é algo que ainda só existe como hipótese e prologar é sempre uma decisão política mais fácil que decidir a construção a partir do zero.

    Não é que tenha andado enganado, mas tinha esperança que algo pudesse ainda mudar, mas pelos vistos não.

  5. pmd says:

    Esta solução para a linha vermelha tem a vantagem de poder ser integrada com o futuro projecto da Porta Sul, com parques de estacionamento electromagnéticos, ciclovias, geradores eólicos, etc…lá para 2050 (tenham paciencia nas lombas amarelas até lá).

    Quanto ao metro de superfície, a SGAL devia negociar uma extensão do metro do Dubai (http://en.wikipedia.org/wiki/Dubai_Metro). Começou a funcionar hoje. Um viaduto sobre o Mediterraneo deve de ficar um pouco caro, mas eles fazem tudo e aposto que começaria a funcionar mais cedo… do que um promovido pela CML.

    Há que acreditar. Vota Costa 2068.
    Será que nessa altura começarão a tirar o lixo das papeleiras ?…

  6. Pedro Veiga says:

    Outro dia até tive um pesadelo com esta rede de metro! Cheia de YYYYYYY! Como pode ser? Só um louco é que imagina uma rede assim! Tal como está grande parte de nova linha vermelha será sub-utilizada pois só poderá ter metade da frequência dos comboios devido ao Y criado em direcção à Portela. O corte na linha amarela em direcção ao centro é o fim da importância desta linha como eixo central de transporte e com consequências negativas para a Alta de Lisboa e para todas as freguesias situadas a norte que serão prejudicadas também por mais um Y na rede!
    O Campo Grande vai entrar em obras sumptuosas grandes gastadoras de recursos que implicarão o recurso a terreno disponível para fazer uma estação tripla num sítio muito apertado! Mais problemas financeiros e jurídicos em vista.
    Por que não prolongar a linha vermelha mais a norte passando pela Alta, Paço do Lumiar, Telheiras norte, e por aí fora até Alfragide? Assim seria feito um verdadeiro anel ferroviário que seria um importante complemento com a estrutura radial do metro já existente!
    Não Costa, assim não!

  7. carlosmc says:

    Esta é mais uma má notícia para a Alta.
    E há várias imprecisões nalguns comentários, nomeadamente no do Pedro G.
    Primeiro que tudo, foi a CML, e em concreto a UPAL, que em 2003, apresentou ao Metropolitano de Lisboa duas soluções para implementar novas estações na Alta de Lisboa. As existentes são periféricas e faz todo o sentido ter uma estação na avenida mais importante de um bairro que vai ter 60.000 pessoas. Além disso, na altura projectava-se o Centro Cultural do Arq. Siza Vieira e fazia ainda mais sentido ter uma estação perto.
    As duas alternativas propostas pela UPAL eram o prolongamento da linha verde de Alvalade ao longo do Eixo Central, aproveitando uma pré-instalação que já existe por detrás do Hospital Julio de Matos e que foi projectada (calcule-se…) pelo Arq. Tomás Taveira. Ao longo do Eixo Central existiriam uma ou duas estações e o final seria em Loures junto á Porta Norte, onde também se projectou um grande Parque de Estacionamento e um interface que acolheria os camiões de média tonelagem que na altura se terirou do cento da cidade, nomeadamente de Santos. Houve várias reuniões com a ANTRAM que se mostrou encantada com a ideia. Esse projecto foi feito pela Promontório.
    Chegou-se inclusivamente a apresentar a ideia à CM Loures e em concreto ao Arq. Catarino Tavares e Arq. Paulo Pais (hoje os dois na CML) que nada acrescentaram.
    Nesta hipótese, Telheiras deixava de ser linha verde e passava a vermelha porque se prolongava a vermelha do aeroporto. Havia prolongamento para Norte e radial.
    A segunda solução era prolongar a vermelha até ao Lumiar passando pelo Eixo Central. Era mais curta e ambiciosa.
    Acresce que foi montado um esquema de engenharia financeira pela então Administração da SGAL através da qual se constituiria um grande consórcio e a SGAL financiaria com outros parceiros, a operação da primeira solução.
    O Metropolitano concordou com a segunda solução e propôs o prolongamento da vermelha passando pelo Eixo Central e seguindo para o Lumiar.
    A estação foi projectada pelo Metropolitano, (ou melhor pela Ferconsul) houve reuniões de coordenação com os técnicos da UPAL e com o projectista do Eixo Central, Arquitecto Manuel Salgado. Foi tido particular cuidado e atenção à cota de implantação da estação por causa de todas as complexas infra-estruturas a construir. Mas o projecto existe. Não foi marketing da SGAL. E podia hoje ser uma realidade.
    Como temos consciência de que infelizmente os planos do metropolitano de Lisboa (e da Carris) mudam conforme os Governos, porque não existe uma Autoridade Metropolitana de Transportes que cordene o planeamento a longo prazo e articule as várias vontades e sensibilidades, decidimos à nossa escala por todas as entidades a falar, apresentando diversas soluções alternativas. Foi o que procurámos fazer, sugerindo ao Arq. Manuel Salgado que introduzisse no seu projecto do Eixo Central a previsão de um electrico rápido de superficie ou transporte em sítio pŕoprio.
    O actual Vereador em articulação com a TIS que já era consultora da Alta de Lisboa estudaram várias hipóteses, e apresentaram três finais. A UPAL, a CML e a SGAL, com o parecer da TIS, optaram por uma que é colocar a futura linha de transportes na via mais à direita das três existentes para cada lado do Eixo Central. Uma das outras hipóteses era no jardim central.
    Solução que, portanto, passou estar em cima da mesa em 2004 e não antes. Nas primeiras versões do Arquitecto não estavam.
    Esta solução é preferível a não ter nenhuma, mas não é a melhor. A melhor era haver Metro. E havendo, era a primeira das soluções que apresentámos. O prolongamento da linha verde. Era a preferida da CML e da SGAL e assegurava-se financiamento, através de uma operação brilhante de engenharia financeira.
    Assim, parece-me uma solução para fazer…um dia. Infelizmente como tantas outras. Sobretudo pela questão financeira, mas não só…
    Os factos são estes e por isso intervim para procurar elucidar a matéria.
    Esta é, pois, mais uma má notícia para a Alta de Lisboa. Mas a esperança é a última a morrer e por isso estou convencido que a solução final ainda poderá ser diferente. Bastante diferente.
    A Alta tinha a ganhar. Lisboa tinha a ganhar.
    Um abraço a todos

    • Pedro_G says:

      Quer dizer, depois deste relambório todo, acabamos por estar de acordo.

      Conforme disse, comprei a minha casa em 2006. Nessa altura já se sabia que não iria existir metropolitano na Alta (pelo menos em zona central), e não foi há muito tempo que a hipotética estação deixou de fazer parte da apresentação do projecto Alta de Lisboa. Se não há ordem para avançar, não deixa de ser marketing.
      Aliás, temos mais exemplos no país de obras que existem no papel, são divulgadas, fazem-se negócios com base no pressuposto dessa obra existir, e depois por questões políticas (a maioria das vezes), ou não, essa obra nunca sai do papel.

      Não querendo entrar em discussão relativamente ao metro ligeiro de superfície, a solução englobando a Alta de Lisboa poderá estar na mesa desde 2004, mas a criação de uma linha periférica desde a zona de Algés até à do Lumiar (englobando a Alta ou não) tem já muitos anos. Eu tive conhecimento dela em 2002 e embora fosse novidade para mim, já corria tinta e grafite no papel sobre esse assunto há algum tempo.

      • carlosmc says:

        Desculpe mas não percebo porque diz que em 2006 já sabia que não iria existir metropolitano na Alta. Eu não sabia. Pois as versões, vindas até do próprio metropolitano, são sempre contraditórias. Se consultar esta página, por exemplo http://pt.wikipedia.org/wiki/Linha_Vermelha_(Metr…
        verá que ainda está em estudo o prolongamento da linha vermelha até à Alta.
        Estando em estudo, havendo um projecto concreto até do desenho da estação, havendo diversas reuniões técnicas, não é marketing, existe uma expectativa muito real.
        Marketing é falar de uma linha de eléctrico ou transporte em sitio próprio sem dizer quem vai explorar, quanto vai custar, qual o plano de financiamento, quando começa.
        Assim como marketing é vir á Alta dizer que se expropria e resolve os problemas da Alta em dois meses. Ou que se "acerta contas" e agora é que vais ser. Tem se visto.
        Quanto ao metro ligeiro também já ouço falar nele há muitos anos. Mas para a Alta posso-lhe assegurar que foi só em 2004. Não estava prevista nenhuma ligação para norte ficando em Entrecampos e Sete Rios.
        Mas a este ritmo, infelizmente, penso que demorará muito a haver metro ligeiro de superficie. E Metro aparentemente também não. Mas espero que não, espero que as coisas mudem e haja metro que seria a melhor solução.

  8. Pedro Veiga says:

    Muito obrigado pelos esclarecimentos Carlosmc!
    Infelizmente estas questões tão importantes para a cidade estão sujeitas à vontade dos políticos e não a uma visão integradora da cidade.
    Haverá alguma hipótese de corrigir estes erros de expansão do metro? Quem é que manda nisto? É a administração do metro? O governo? A autarquia?

  9. pmd says:

    Obrigado Carlos pela explicação.

    O Arq. Catarino Tavares foi quem anunciou a suspensão do do projecto da Porta Sul no programa da Antena 1 em 28/1/2008. Vale a pena ouvir. Deve estar nos arquivos do Viver.

  10. lbotelho says:

    Nao sou engenheiro mas vendo a curva entre carnide e pontinha, consigo visualizar o percurso aeroporto-alta de lisboa-campo grande…

    Vai um abaixo-asinado promovido pelo viver? vamos lutar por isto? nao ha melhor altura que agora…

  11. Eu até consigo visualizar uma nova linha – laranja, por exemplo – que liga Colégio Militar, Telheiras e Lumiar (ou Ameixoeira) e continua pela Alta adentro.
    É que com o Plano de Desenvolvimento que a Alta tem, não me parece que de futuro não existam estações de metro, mas realmente para um futuro próximo é que parece difícil…

    NÃO DESANIMEM.

    Os meus pais tiveram de esperar 32 anos para que deitassem a baixo a Azinhaga dos Besouros e finalmente prolongassem a rua deles, que apesar de se chamar Avenida, não tinha saída e desembocava num muro de 30m de altura com barracas no topo.

  12. Pedro Veiga says:

    Para além de esperar o grande problema são os erros de construir uma rede cheia de cruzamentos em Y. Levámos quase 30 anos para destruir o Y do Marquês e agora apresentam um plano com 4 novos Y um dos quais tem um braço prolongado que atravessa o concelho de Lisboa inteiro! Será que não aprendem com os erros do passado. Cometer o mesmo erro 5 vezes é estúpido (Y do Marquês já destruído mais os novos 4 Y do projecto de expansão). Depois ainda há que levar em linha de conta a grande extensão da linha vermelha que a tornará inevitavelmente pouco operacional nas horas de ponta devido ao efeito de agrupamento dos comboios (soma dos pequenos atrasos devido ao grande movimento de pessoas). Investir muitos milhões num metro pouco operacional é deitar dinheiro fora!

  13. ruimssousa says:

    Olá.

    Houve aqui vários comentários sobre as linhas em Y e alguma confusão com o Y que existia antes no Marques de Pombal.

    Esse Y no Marques de Pombal foi "abatido" porque ficava numa zona de muito tráfego, não permitindo a linha partilhada suportar o número de comboios necessários para os muitos passageiros existentes.

    Além disso, actualmente na Linha Azul e Amarela já existem Y fora das horas de ponta. Na linha Azul um comboio fica no Colégio Militar e o outro vai até à Amadora. Se em vez de ficar no Colégio Militar seguisse para outra estação, que era isso senão um Y? O mesmo se passa na Amarela, com o Campo Grande e Odivelas.

    Os Y apresentados são todos nas pontas das linhas, onde o número de passageiros é muito menor do que no miolo da linha. Por isso faz todo o sentido dividir os comboios, servindo mais locais e aumentando a ocupação média nesses troços.

    Hoje em dia também existem melhores sistemas de controlo e sinalização. A linha vermelha até podia funcionar sem maquinistas, de forma automática. É possivel aumentar a frequencia dos comboios, diminuindo o tempo de espera nos Y.

    Quanto à falta de metro da Alta…temos tantas estações aqui tão perto, mas não o suficiente para se chegar lá pé. O metropolitano podia reduzir esse problema criando estacionamentos dentro das estações para bicicletas…

    Por falar em estacionamentos, já abriu o do Lumiar?

    Rui Sousa

    Rui Sousa

  14. Pedro Veiga says:

    Pois caro Rui Sousa, o pior do Y é na hora de ponta! É justamente aí que este tipo de linha deixa de corresponder às necessidades. Ora, construir um transporte pesado e caro que é ineficaz em hora de ponta é um absurdo! Sobretudo construir de raiz um ramal novo e muito comprido como é o caso da extensão norte da linha vermelha.

    • ruimssousa says:

      Tem razão, o Y é ineficaz na hora de ponta. Mas isso acontece no miolo da linha.

      No final da linha o número de passageiros é normalmente menor, porque até ao fim há menos estações, logo menos passageiros.

      Veja-se o que se passa na Linha Azul na direcção Santa Apolónia. Se o comboio vier cheio, sai quase toda a gente na Baixa Chiado. Para o Terreiro do Paço e Santa Apolónio já vai muito mais vazio. Aí podia ser feito um Y, metade dos comboios para Santa Apolónio, outra metade para o Cais do Sodré, por exemplo.

      Olhando para o mapa, todos os Y estão no fim da linha, excepto o da Linha Vermelha para Sacavém….esse realmente não me parece fazer muito sentido, a não ser que haja um comboio mais pequeno só a fazer esse bocado de linha.

      Rui Sousa

  15. pmd says:

    do Publico, 11/09/2009
    Costa e Perestrello unem esforços para levar o metro a Oeiras
    Por Inês Boaventura
    O candidato do PS a Oeiras garante que o metropolitano considerou a ligação "perfeitamente viável e interessante"

    Levar a Linha Vermelha do Metropolitano de Lisboa até ao Restelo, e daí para Algés, Miraflores, Linda-a-Velha, Carnaxide e Outurela, é uma ambição comum de António Costa e de Marcos Perestrello, candidato socialista à Câmara de Oeiras, que ontem almoçaram juntos, em Carnaxide, para "acertar pormenores quanto à estratégia de mobilidade" do "único concelho confinante com Lisboa que ainda não tem metro ou não está inserido nos seus planos de expansão".
    A explicação é de Marcos Perestrello, que justificou o encontro com o facto de essa estratégia ser "indissociável" do concelho de Lisboa, do qual foi vice-presidente até há alguns meses, e frisou que aquela expansão do metro "melhorará muito a vida das pessoas de Oeiras e de Lisboa".
    "É uma questão central do meu programa eleitoral", disse o candidato socialista, dando conta que já discutiu a viabilidade do investimento com o presidente do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa. A resposta que teve, garante Marcos Perestrello, foi que se trata de "uma ligação perfeitamente viável e interessante do ponto de vista da estrutura do metropolitano".
    A ideia do candidato, que é também defendida por António Costa, é que a Linha Vermelha se estenda, em metro ligeiro de superfície, até à Ajuda e Alto do Restelo (numa extensão de cinco quilómetros) e daí para Algés, Miraflores, Linda-a-Velha e Carn axide (num percurso com igual dimensão). Marcos Perestrello defende que parte da obra, que permitirá aos moradores de Oeiras chegarem ao centro de Lisboa "em 15 ou 20 minutos" graças a um meio de transporte "infinitamente mais barato" do que o metro convencional, deverá ser paga pelo município.
    O presidente da Câmara de Lisboa adiantou que o Governo deve concluir até à próxima semana o relatório final do plano de expansão do metro para o período entre 2010 e 2020, acrescentando estar convicto que o prolongamento à zona ocidental da cidade que vem reclamando vai ser contemplado.
    No almoço participou também Jorge Jacob, vogal do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa, que frisou estar ali na qualidade de candidato à Câmara de Oeiras na lista socialista.

    • Tiago says:

      Na Alta de Lisboa, António Costa condenou os Lisboetas a mais 6 anos de espera pela Porta Sul, deixou a Santos e Castro a apodrecer e vamos lá ver se não existe uma qualquer parcela de terreno que impeça a conclusão do Eixo Central.

      Atrasou loteamentos de malhas, transferência de terrenos, ignorou abaixo-assinados de moradores e Instituições, é o responsável por estarem polícias de trânsito num edifício pensado e construído para ser SuperEsquadra, lançou suspeitas sobre a relação CML-SGAL sem nunca ter concretizado, agora omite a expansão da rede de Metro dos seus programas e fala num projecto de metro de superfície que ninguém conhece.

      A cereja no topo do bolo só podia ser dar o braço a um candidato do mesmo partido a um concelho vizinho. Este homem está a tornar-nos a Galiza de Lisboa.

      • Agora é que sintetizaste bem. Infelizmente.

      • naf says:

        Ó Tiago, parece-me uma argumentação falaciosa e uma conclusão precipitada e até injusta. O eixo central esteve parado anos e arranca agora "com" o António Costa, a rotunda das 5 vias foi feita também "com" ele. Quanto à esquadra ocupada pela divisão de trânsito, já ouvi o António Costa mover-se e falar para acabar com essa situação. Os loteamentos e transferência de terrenos já estavam atrasados muito antes dele chegar à CML, assim como a Santos e Castro e a porta sul.
        Não quero com isto dizer que o António Costa foi um grande impulsionador dalguns avanços visíveis mas também não podemos desatar a acusar o que lá está de momento de todos os problemas que já existiam no passado.
        Não acho melhor ter o Santana Lopes que diz que faz e se calhar até faz mas sabe-se lá à custa de quê. Como dizia uma pessoa ligada à SGAL e à CML, "no tempo dele (o Santana) não havia problema nenhum, era tudo assinado no carro entre Lisboa e as discotecas em Cascais, agora estes embargam tudo". Eu não sei se isto é verdade ou não mas não quero um tipo na CML que passa uma imagem de facilitismo.
        Agora que fiz a minha declaração de voto podes começar a bater… 😉
        Só um último comentário em relação ao metro. Comprei casa na Alta em 2001 e mudei-me para cá em 2004. Acompanhei a construção e as comunicações da SGAL e nunca fiquei com a ideia de um dia ir haver uma estação de metro além das que estão construídas. Não me sinto enganado nem pela SGAL nem pela CML nesse aspecto. Uso frequentemente o metro para ir trabalhar o que implica um caminhada pela parque das conchas até à estação, seguir de metro até ao Marquês e apanhar uma camioneta. É mais cómodo ir de carro, é. Seria mais cómodo ter uma estação em frente à minha casa, sim. Vejo sentido nisso, vejo. Acho que uma catástrofe não existir e acho que fui enganado, não e não.

        • Tiago says:

          Olá Nuno.

          Não há falácias, nem precipitações nem injustiças.

          Há aqui uma coisa simples que convém esclarecer: a quase totalidade das obras feitas na Alta de Lisboa é executada e paga pela SGAL. A CML tem a obrigação contratual de disponibilizar os terrenos, tratar de licenças de obra e loteamentos, e ceder à SGAL os terrenos de edificação de habitação de venda livre.

          O Eixo Central está a ser construído pela SGAL. A SGAL podia ter avançado há mais tempo mas não tinha as garantias de que todos os terrenos estariam disponíveis. Já tem? Não sei. Provavelmente não, como não tinha quando começou a Santos e Castro. O António Costa garantiu que sim quando visitou a Alta de Lisboa em Fevereiro, mas também disse que as obras da Santos e Castro arrancariam em Abril e essa garantia revelou-se falsa, entretanto. Ou seja, nada nos garante que não aconteça ao Eixo Central o que aconteceu à Santos e Castro: estar 95% concluída e não haver circulação porque falta expropriar uma parcela de 100 m2.

          A Esquarda da PSP está ocupada pela Divisão de Trânsito por despacho do Ministro da Administração Interna que foi completamente autista a todos os protestos que essa decisão provocou. O Ministro que tomou essa decisão foi precisamente o António Costa, antes de ser eleito para a CML. Está a mexer-se para alterar a situação? Sim, mexeu-se durante umas semanas, mas depois cansou-se e agora está tudo na mesma. Se alguém tem de dar a mão à palmatória neste caso, quem é?

          A Santos e Castro começou a ser construída em Junho de 2003, avançou rapidamente em dois anos e estacou onde está agora: pilar no concelho de Loures, Armazéns Ruela e Porta Sul. António Costa veio à Alta de Lisboa em Fevereiro, prometeu resolver tudo em dois meses. Mentira. Tudo na mesma. A obra continua parada.

          A Porta Sul levou seis anos a estudar, planear, projectar e decidir. Depois de aprovada por todas as especialidades, só faltando concurso para o construtor. A CML, já no mandato de António Costa, resolveu regressar o projecto à estaca zero, atrasando ainda mais a ligação da Alta ao resto da cidade. Atrasando as possibilidades de atractividade de investimento privado para terciário na Alta. É uma condenação, com os tempos que correm.

          A rotunda das 5 vias foi executada muito graças à acção popular de levar para lá uns separadores de plástico e mostrar durante um dia e meio que uma solução tosca feita por moradores era mais segura e eficaz na fluidez do trânsito dos que a pastelice e incompetência de todos os vereadores que preferiram ignorar os inúmeros alertas feitos pelas forças vivas do bairro. Mas dou-te essa: que a rotunda das 5 vias seja a obra de regime do mandato do António Costa. Pouco para dois anos, não achas?

          Ao criticar o governo de António Costa não estou a fazer uma declaração de voto, Nuno. As coisas não são dicotómicas, tipo preto e branco, tipo ou Costa ou Santana. Mas não consigo deixar de exprimir a minha profunda desilusão com a governação de António Costa em relação à Alta de Lisboa. É um projecto lançado pela CML, transversal ao Executivo que lá estiver. O Estado tem obrigação de honrar os compromissos assumidos com os cidadãos.

          Eu sempre fiquei com a ideia que iria haver estação de metro no coração da Alta. Chegou a falar-se em duas, depois numa, agora em nenhuma. É o caminho natural de quem tem apostado desde sempre em fazer algo muito parecido com sabotagem.

          A verdade é que a CML tem muito pouco a ganhar com a Alta. O problema das barracas está resolvido e a fatia maior de lucro com a venda de apartamentos irá para a SGAL. Agora é investir no Vale de Santo António, em Alcântara, no Beato. Há compradores para isto tudo? Não. Pois é…

          • pmd says:

            Pois é…
            do Publico, 12/09/09
            CDU acusa câmara de fazer planos para "preparar negócios privados"
            Por José António Cerejo
            Envolvente da Gare do Oriente e Alcântara são apontadas como exemplo de zonas onde os planos se destinam apenas a servir a especulação imobiliária

            A apresentação ao executivo camarário de 14 planos urbanísticos de uma só vez, como sucedeu na reunião da Câmara de Lisboa de quarta-feira, é "um exagero ditado pela febre eleitoralista" do PS, afirma a CDU num comunicado ontem divulgado. "Apresentar um plano para locais onde ainda falta discutir questões prévias – como é o caso de Alcântara – só pode ter um objectivo: garantir aos privados direitos de construção que mais tarde poderão nem se verificar, com o risco de prejuízo para a Câmara Municipal de Lisboa", acusa a coligação liderada pelo PCP.
            No caso de Alcântara, salienta a vereadora Rita Magrinho, a situação é tanto mais grave quanto o relatório da sindicância ao sector de Urbanismo do município propôs expressamente, em Dezembro de 2007, a declaração de nulidade das decisões camarárias referentes ao planeamento da zona, sem que tal tenha acontecido – apesar de ter havido uma deliberação camarária nesse sentido.
            Particularmente visado é também o plano relativo à área envolvente da Gare do Oriente, que, para lá de responder a diversos interesses privados, nomeadamente do empresário Luís Filipe Vieira, abre as portas à urbanização de uma propriedade municipal, junto à Praça José Queirós. "Foi uma surpresa para nós. Ficámos a saber pelo plano que o dr. António Costa quer vender os terrenos onde se encontram os serviços de reparação e manutenção mecânica da câmara, onde trabalham cerca de mil pessoas, para ali serem construídos mais de 38 mil m2 de habitação e serviços", afirma Rita Magrinho.
            Já Carlos Chaparro, da coordenadora da CDU de Lisboa, sustenta que essa intenção tem subjacente a desativação dos serviços municipais que ali funcionam e a passagem de perto de mil trabalhadores à situação de excedentários. "António Costa nunca falou na desactivação desses serviços, mas tem vindo a verificar-se um grande desinvestimento nas oficinas. Com este plano percebe-se qual é o objectivo", acrescenta Chaparro.
            De acordo com o comunicado da CDU, o plano "mais não visa do que permitir a especulação imobiliária com os terrenos municipais", sendo certo que lá existem edifícios recém-construídos, como os dos serviços de metrologia (aferição de pesos e medidas) que foram feitos com fundos europeus e que terão de ser devolvidos. O plano da zona envolvente da Gare do Oriente vai voltar à reunião do executivo da próxima semana

  16. Pedro Veiga says:

    Tenho pena que duas pessoas ligadas a um partido tenham poder para decidir o futuro de centenas de milhar de outros cidadãos… Não sei que competência tem esta gente para decidir dobre os transportes públicos quando são eles os primeiros a não os utilizar diariamente. Espero que este relatório seja só para a propaganda eleitoral!

    • pmd says:

      Duas não, 3.
      "No almoço participou também Jorge Jacob, vogal do conselho de gerência do Metropolitano de Lisboa, que frisou estar ali na qualidade de candidato à Câmara de Oeiras na lista socialista."

  17. pmd says:

    As minhas conclusões:
    1) Existia um plano aprovado pelo Metropolitano e respectiva tutela que contemplava a extensão da linha vermelha a passar pela Alta e com uma estação. Este plano existia e não era apenas "marketing" da SGAL.
    2) Esse plano foi agora alterado por outro, já sem a estação na Alta e com uma ligação directa entre o Aeroporto e o Campo Grande. A actual administração da CML esteve envolvida nas alteração do plano (do Publico, 31/7/2009: "Há ligações dentro da cidade de Lisboa que estão a ser desenvolvidas e planeadas juntamente com os técnicos da Câmara de Lisboa", disse ontem a secretária de Estado dos Transportes durante a apresentação da extensão do metro ao Hospital Amadora-Sintra, recusando dizer quais. Ana Paula Vitorino disse que o anúncio poderá ser feito "dentro de semanas, quando a câmara o entender", e explicou que as obras em causa vão permitir "consolidar o miolo urbano" do metro.)
    3) Esta alteração obviamente prejudica a Alta e para mim não e´claro que beneficie Lisboa.
    4) Esta e´apenas mais uma decisão desta administração da CML que prejudica a Alta. Mais uma, entre muitas: cancelamento do projecto Porta Sul, embargo do Condominio Lx, cancelamento do Projecto Centro Cultural/Siza Vieira, atraso no realojamento do Centro Social da Musgueira, Av. Santos e Castro, etc…

    Estas são as minha conclusões sobre este assunto, como morador da Alta, recenseado na Freguesia da Charneca e eleitor na escola Pintor Almada Negreiros.

  18. Pedro Veiga says:

    Esta decisão não prejudica só a Alta. Prejudica toda a região de Lisboa. Esta expansão com o crescimento desmesurado de uma linha em Y (a vermelha) é um mau serviço para quem anda todos os dias de transporte público. É claro que este grupo dos 3 decidiu de forma a satisfazer as suas ambições políticas (basta ver a ideia incrível de colocar o metro no hospital de Amadora Sintra, quando existem freguesias de Lisboa inteiras sem metro!). Falta aqui quem defenda a cidade e a sua região algo que ainda nunca aconteceu com todas as administrações camarárias que temos tido. É ridículo pensar num metro à escala do concelho de Lisboa onde o própsio plano de expansão inviabiliza o seu desenvolvimento futuro.
    Lisboa sai de facto muito prejudicada nestas negociatas que implicam obras muito caras (o nó do Campo Grande) que enchem de alegria alguns grupos de construtores. Para trás ficam as ideias do eléctrico rápido, do tempo do Abecassis, que nunca mais foram levadas a sério para Lisboa. A introdução deste meio de transporte iria ser mais fácil menos onerosa e implicaria a supressão do excesso de carros existente no centro de Lisboa e em algumas das grandes vias de acesso ao centro.
    Os bons planos morrem sempre porque este malta da política está-se completamente nas tintas para a vida o cidadão comum. Olhem para Lisboa e vejam a vida de alguém com dificuldade em andar ou de alguém que transporte uma criança pequena. Assim deveria nascer o plano da mobilidade em Lisboa acabando de vez com a criação de uma cidade poluída e onde a mobilidade é apenas um sonho.
    Bons transportes público para quê? O meu automóvel (o sofá com rodas) é tão confortável…

  19. cmccosta says:

    Aqui está uma boa ocasião para reclamar uma actualização do coeficiente de localização utilizado para o cálculo do IMI.

  20. pmd says:

    Grande Rui Sousa.

    do Público, 23/09/09
    Costa venceu Porsche mas foi derrotado por uma bicicleta
    Uma avaria no sistema da linha verde do metro esteve à beira de comprometer resultado de aposta do candidato socialista

    Vantagem do Metro
    "Túnel? Vá de metro"
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    As coisas iam correndo mal ontem de manhã ao candidato à Câmara de Lisboa António Costa. Disputar, praticamente à hora de ponta, uma corrida contra um Porsche entre o Campo Grande e o Rossio, usando o metro, parecia façanha simples. Mas há imprevistos que podem mudar tudo, e uma súbita avaria na linha verde, a única que podia dar-lhe uma vitória sem percalços, esteve prestes a comprometer o objectivo da acção de campanha eleitoral socialista: mostrar que os transportes públicos são a forma mais eficaz de circular na cidade.

    O percurso foi escolhido de forma a comprovar, sem riscos, esta premissa inicial: era simples, sem obrigar a mudanças de linha e sem ser demasiado longo. Entre o Campo Grande e o Rossio há nove estações que o autarca e respectiva comitiva demoraram escassos 15 minutos a percorrer, numa carruagem apinhada devido à avaria que, momentos antes, deixara muita gente em terra. Antes disso, o candidato chegara a encaminhar-se, conformado, para a linha amarela, da qual teria de fazer um transbordo para chegar às proximidades do Rossio, mas na hora H tudo acabou por se compor, com o problema de circulação do metro a remediar-se. E o próprio meio de transporte escolhido contribuiu para uma vitória que a Carris não conseguiria dar-lhe.

    Já enfiado na carruagem, António Costa ia vendo as estações passar, ainda incerto do resultado final da aposta. Só descansou pelas bandas do Intendente, quando foi informado de que o piloto de carros de corrida Pedro Couceiro estava preso com a coqueluche de alta cilindrada num pára-arranca antes do túnel do Campo Pequeno. Na disputa corriam, no entanto, outros três adversários: a vereadora Helena Roseta, que seguia dentro de um táxi pelas faixas Bus, o vereador José Sá Fernandes, que tinha levado a sua bicicleta portátil, e um ciclista anónimo, habituado a usar este meio de transporte entre a casa e o emprego.

    E foi precisamente este último a chegar em primeiro lugar à meta, o Café Nicola. Habituado a pedalar todos os dias entre a Alta de Lisboa, onde reside, e a Baixa, onde trabalha nos serviços de informática de um banco, Rui Sousa teve pernas para conseguir bater a comitiva socialista por um ou dois minutos. Sem poder exceder os 50 quilómetros por hora e com as obras em curso na Fontes Pereira de Melo a empatar-lhe a marcha, o Porsche Carrera guiado por Pedro Couceiro havia de chegar só 32 minutos e mais de dois litros de gasolina depois de ter saído do Campo Grande. O piloto mostrava-se surpreendido com os engarrafamentos que havia apanhado ao longo dos sete quilómetros de percurso: "Não tinha noção de que se gastasse tanto tempo mais que no metro, num percurso tão simples." Percebia-se que lhe tinha sido difícil, nas poucas ocasiões em que o podia ter feito, resistir à tentação de pisar o acelerador a fundo e puxar pela máquina. "Eu sabia à partida que ganhar estava fora de causa", confessou no final.

  21. pmd says:

    (cont.)
    Em terceiro lugar, a seguir ao ciclista e aos passageiros do metro, ficou o táxi de Helena Roseta, com um tempo de 27 minutos e seis euros e meio no taxímetro. E mesmo dando uma volta pela Estefânia e pela colina de Santana em vez de seguir pela Avenida da República e pela Avenida da Liberdade, até Sá Fernandes conseguiu pedalar com rapidez suficiente para vencer o Porsche, embora tenha ficado em penúltimo lugar.

    Desde que se mudou do concelho de Sintra para Lisboa, já depois de ter sido eleito presidente da câmara, António Costa utiliza algumas vezes o metro entre a sua nova casa, nas Avenidas Novas, e a Praça do Município. Não é um passageiro frequente, e é num carro com motorista que aparece na maioria das cerimónias públicas em que participa. Mesmo assim, insiste em tentar convencer os lisboetas das virtudes de um sistema de transportes públicos muitas vezes impedido de funcionar em condições por causa do excesso de carros particulares a circular nas ruas. E se lhe falam do tempo que se perde a chegar de autocarro a zonas como a Ajuda ou Alcântara, o candidato socialista acena com o seu programa eleitoral, no qual defende a criação de linhas de eléctrico rápido quer nesta zona, a partir da linha vermelha do metro, com prolongamento ao Restelo e a Algés, quer entre os Olivais, a Alta de Lisboa, Carnide e Benfica. Para quando? É difícil de prever. "Penso que será possível nos próximos quatro anos de mandato", disse, em resposta à pergunta de uma jornalista.

    Já lá vão 16 anos desde que, enquanto vereador da oposição da Câmara de Loures, António Costa organizou uma corrida entre um burro e um Ferrari para mostrar a necessidade de o metropolitano se estender a Odivelas. O animal suplantou o bólide. Década e meia depois já há transporte subterrâneo para Odivelas, mas o trânsito continua a ser um dos maiores problemas de Lisboa. Mesmo tendo ultrapassado as fronteiras do concelho, o metro tarda a chegar aos diferentes pontos da cidade.

    O dia de ontem foi escolhido para a acção de campanha por se tratar do Dia Europeu sem Carros. Mas a tradição já não é o que era e não houve quaisquer restrições à circulação automóvel na cidade. Apenas não se pagou bilhete nos transportes públicos.

  22. moradora says:

    Viva o Rui, as suas pernas e a bicicleta!
    Pena eu continuar a não gostar de andar de bicicleta!
    E trocava uma viagem de porshe por qualquer viagem de metro apinhado, por mais cara e longa que ela fosse! 🙂

  23. Pedro Veiga says:

    Estes políticos são hilariantes em tempo de campanha! Grandes projectos e pequenos prazos de execução.
    Depois de terem negado o crescimento da rede de eléctricos rápidos durante décadas agora querem fazer tudo em 4 anos! Estão a enganar quem?

  24. dgomes says:

    Não sei se os vizinhos repararam, mas no folheto da candidatura de Nuno Roque (PSD) à junta de freguesia vem escrito numa das propostas:
    "Construção da linha do metro Aeroporto/ Lumiar, com estação no Alto do Lumiar e continuação para a zona Oeste da freguesia."

    A junta de freguesia tem algum "poder" para decidir sobre este assunto?

  25. dgomes says:

    Não sei se os vizinhos repararam, mas no folheto da candidatura de Nuno Roque (PSD) à junta de freguesia do Lumiar vem escrito numa das propostas:
    "Construção da linha do metro Aeroporto/ Lumiar, com estação no Alto do Lumiar e continuação para a zona Oeste da freguesia."

    A junta de freguesia tem algum "poder" para decidir sobre este assunto?

  26. Marta Vale Cardoso says:

    🙁

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