Fraquinhos, fraquinhos…
31 July, 2009 by Tiago Figueiredo

O momento eleitoral lisboeta é propício a mais uma série de perguntas aos candidatos autárquicos. Infelizmente, com a azáfama sufocante do CineConchas, não tivemos ainda vagar para a fazer.
Está porém ainda fresca na memória a última vez que o Viver se dirigiu ao eleitos na CML, em Fevereiro de 2008, com uma série de questões relacionadas com a Alta de Lisboa, para nosso mal ainda hoje intactas na pertinência e actualidade.
Na altura fomos olimpicamente ignorados por PSD, Carmonas, CDU e BE. É possível que a elegância das perguntas e complexidade das problemáticas tenha espantado a caça. Conseguimos mesmo assim obter respostas do Vereador Manuel Salgado, eleito pelo PS, e do representante dos Cidadãos por Lisboa, Miguel Graça. Competiram ambas ferozmente pelo troféu da mediocridade – quem não acreditar carregue no link.
Ontem, por coincidência porque fui jantar fora com uns amigos, passei pelo lançamento da campanha do António Costa nas Escadinhas de São Miguel, em Alfama. No palanque estava muita gente, entre eles o Manuel Salgado e o Miguel Graça. Duvido que num ano e meio a qualidade e capacidade de entendimento dos problemas da Cidade tenha evoluido grande coisa nestes dois representantes da candidatura do PS. O que não transmite grande optimismo pelo que aí vem. Dos outros, a recordação do silêncio olímpico… É difícil escolher entre o mau e o mau.



é sempre triste ter de escolher não entre propostas interessantes mas entre o menos mau. o que menos estragos possa fazer. é assim que se vai votar nas próximas eleições. os que forem….
Por motivos pessoais também tive a oportunidade de assistir aos discursos. E mesmo dentro da "ligação coligatória" há diferenças assinaláveis. Da perspectiva eu-sou-bastante-espectacularmente-bom-já-fiz-milhentas-coisas-em-tão-pouco-tempo-e-ainda-vou-fazer-muito-mais do Zé ao discurso virado para uma participação efectiva dos cidadãos na resolução dos problemas e na gestão da cidade de Roseta, passando pela negação desta visão de António Costa ao fazer uma intervenção muito doméstica (estava a fazer para uma assembleia maioritariamente constituida por co-partidários) e muito, muito, muito demagógica. Com as promessas a merecerem um post autónomo.