A Alta de Lisboa precisa de mais árvores.

26 June, 2009 by  

Estão a ver esta avenida? É no Parque das Nações, a antiga Expo. Já lá vão mais de dez anos que todos os arruamentos foram construídos e as árvores plantadas.

Uma das maiores críticas à Expo 98, à exposição propriamente dita, na altura, era a ausência de sombras para os visitantes. Naturalmente, pois as árvores haviam sido plantadas pouco tempo antes. Mas passados estes anos, esta década, a recompensa sente-se em todo o bairro. Não há rua sem árvores frondosas, sombras generosas, e mesmo nos dias de mais calor é possível passear a pé sem riscos de insolação.

Infelizmente a política de plantação de árvores na Alta de Lisboa tem sido muito diferente. Simbolicamente, mas sem grande pompa nem circunstância, tem-se aproveitado o Dia Mundial da Árvore para plantar uns 20 exemplares em metade de uma rua, ficando outra metade para o ano seguinte.

Nem o Dia Mundial da Árvore ocorre na melhor época para a plantação de árvores, nem parece que esta política seja muito brilhante.

Plantar árvores é um investimento de longo prazo. Planta-se hoje para recolher os frutos – ou a sombra – uns anos mais tarde, quando os espécimes atingem a idade adulta. A política de plantação de árvores da SGAL tem sido poupadinha, mas não é assim que as belíssimas imagens dos cartazes publicitários que a nova campanha produziu terão mais rapidamente uma correspondência real no terreno.

É preciso mudar mentalidades e acções. Investir hoje para recolher amanhã. Plantar Hoje. Para o bem da população, para a melhoria do ambiente, para a valorização mais rápida do investimento. Se não conseguem lá chegar pelas questões ambientais, sociais e urbanísticas, agarrem-se ao marketing e façam contas.

Comments

4 Responses to “A Alta de Lisboa precisa de mais árvores.”
  1. JRUI says:

    Aqui na Alta de Lisboa parecem-me não ter sido correctamente efectuadas as escolhas das àrvores.
    Na R.Shegundo Galarza as àrvores aí plantadas libertam uma resina que suja os carros, desconhecendo eu se poderá ou não afectar a pintura.
    Poderia ter-se também pensado num sistema de rega gota-a-gota que não ficaria à vista para que os "meninos rebeldes" da zona os viessem danificar como tem feito vezes sem conta no parque infantil da R. Adriana de Vecchi – onde tambem foi cortado um pinheiro e não foi reposto – , e que pudesse suprir as necessidades de àgua, substituindo-se dessa forma o ruidoso camião cisterna vermelho que vai fazendo o esforço de regar 5% das necessidades de cada arvore ( partindo do principio que as raízes estarão a cerca de 50 cm de profundidade, em bom rigor aquela àgua nunca lá chega).
    Na Av. Àlvaro Cunhal retiraram-se duas ou mais àrvores junto ao Banco S e nunca mais foram repostas.
    A Rotunda do Viver ( a nova rotunda feita junto à entrada da Quinta das Conchas e dos Liláses mantém-se numa verdadeira imobilidade, falta ser acabada, desconhece-se se efectivamente estará nos planos acabá-la…

  2. PedroCG says:

    É ligeiramente off-topic mas vem a propósito do comentário anterior: ontem descobri que, no último boletim da Junta de Freguesia do Lumiar, vem anunciada a construção da rotunda referida, começando o texto assim – "depois de diversas diligências da Junta de Freguesia do Lumiar (…)"
    http://www.jf-lumiar.pt/boletim24.pdf (pag. 5)

  3. Parece-me que o problema não tem só a ver com a plantação de árvores mas também com a sua manutenção.

    JRUI as árvores que libertam resina são Jacarandás, existem no nosso bairro e em muitas outras zonas da cidade, por exemplo a Av. 5 de Outubro. São árvores lindíssimas mas tem esse problema, sujam os carros e os passeios que ficam completamente peganhentos, a boa notícia é que a resina sai muito facilmente com água.

Speak Your Mind

Tell us what you're thinking...
and oh, if you want a pic to show with your comment, go get a gravatar!