Tempo livre
1 April, 2009 by Joana
Na Alta de Lisboa as lojas abrem e fecham a uma velocidade que, por vezes, nem damos por elas. Aos poucos, algumas ficam, criam raízes e clientes fixos. Eu ando pela rua e dou comigo a pensar que tipo de loja abriria no nosso bairro. Mas nunca chego a conclusão nenhuma, que tenho pouca vocação para empresas destas.
O videoclube na Helena Vaz da Silva fechou de um dia para o outro. Literalmente, de um dia para o outro. Lá perdi uns euros no cartão. Mas no seu lugar abriu a minha loja preferida daquela rua: o atelier Minouche. Não é para compras de todos os dias. É para pequenas prendas e alguns caprichos. Mas melhor que os objectos que vende, que são feitos por outros, o que gosto mesmo é dos workshops. Eu, que trabalho em ciência e tenho uma família de quase 5, perdi o tempo que costumava dedicar ao que me apetecia. As ilusões de que com a casa própria vinha o espaço próprio, caíram por terra. O espaço veio, o tempo foi-se. Por isso sabe tão bem ter um sítio ao pé de casa onde posso ir aprender coisas novas: pintar, tricotar, o que aparecer e me apetecer. Um tempo, marcado na agenda, às vezes com muita ginástica para conseguir ir, mas só para mim!

E também é bom para os miúdos. Há 15 dias passámos todos uma tarde de sábado num atelier de pintura sobre a Primavera. E nas férias da Páscoa e de Natal, que não sabemos bem o que fazer com tanto tempo livre (deles!), há ateliers de 10 dias de expressão plástica, movimento e música. É bom.
Agora só me faltam os Correios mais perto.



olha as minhas filhotas estão num ATL a 220km daqui… estou de férias e cheio de saudades delas e do barulho:D
cumprimentos
Olha que boa ideia, Joana! Não conheço o atelier mas acho que vou lá espreitar.
Quanto às lojas, não é só dos Correios que sinto falta. Sinto falta de muitos outros serviços, por enquanto. No outro dia até senti falta de um café aberto depois das 20H00. Mas suponho que há que saber esperar.
Ana B., desculpa dizer-te isto mas andas distraida… Há pelo menos três cafés que encerram após as vinte horas… dois no condomínio da torre e um na Helena Vaz da Silva (pelo menos neste já lá estive eram 22h30). Fica mesmo ao lado da agência de viagens!
Cumprimentos
Obrigada pelas dicas, Lcrg! Vou ter que andar mais atenta e conhecer melhor o bairro. Estamos sempre a aprender uns com os outros
Por acaso também nunca reparei nos cafés abertos às noite, e costumo atravessar muitas vezes a pé a Alta depois das 21h. Talvez eu seja distraído.
Fazem falta, muito. Locais onde as pessoas se possam encontrar, beber uma cerveja, comer um bifa já fora de horas. Lugares destes existem até em Telheiras ou mesmo na Quinta do Lambert.
Talvez seja uma questão de tempo, aqui na Alta.
faz falta um kaffa ou algo do género…
Exactamente! Um Kaffa ou um Coffee&Pot. Mas o facto de não haver nada desse género ainda na Alta é sintoma de algumas coisas. Por exemplo: os investidores devem continuar com medo do estigma dos bairros sociais, o que só reforça a necessidade de se dotar a SuperEsquadra com os efectivos que estavam inicialmente previstos. Se o António Costa não tivesse feito asneira quando foi Ministro da Administração Interna….
Bem que um grupo de moradores se podia juntar e criar um café aberto depois das 20h :))) tou a reinar….
Eu preciso de uma livraria, uns correios, um sapateiro, vários restaurantes -chinês, japonês, indiano…, uma retrosaria, uma florista, uma "wine store", um 7/eleven!
Uma grande superfície, cinemas, um jazz bar…
Tivesse eu uma fortuna para investir, e sete vidas para viver e veriam estas lojas no nosso bairro num instante!
Eu procuro um investidor para um "business"… negócio da china e que ninguém ainda se lembrou… Chamar-se-ia: "Recuerdos de la SGAL" Faríamos acompanhamento personalizado pelas obras que ainda faltam concretizar, roteiros e guia personalizado às situações mais aberrantes deste pequeno burgo ( Santos Castro,p.e.)… roteiro turístico às tascas e tasquinhas das nossas ruas (!!!)… pequenos churrascos a céu aberto com amistosos vizinhos a cantar até às tantas… só necessitaríamos de um "quiosque e de prospectos…!
Cada visitante daria o que queria com a resalva de que não nos responsabilizamos por algo que possa ocorrer durante os périplos!
Cumprimentos <SPAN class=idc-smiley><SPAN style="BACKGROUND-POSITION: -24px 0pt"><SPAN>xD</SPAN></SPAN></SPAN>
Este meu comentário é mau. Admito!
Mas apeteceu-me! Pronto! Tenho dito e escrito em alguns blogs da Alta que o melhor é tocar na ferida!
Lembro-me de Telheiras há uns anos atrás… poucos cafés abertos… todos a fecharem às 8h… muitos espaços sem cuidado… e hoje é considerado um bairro nobre… na altura muito barulho se fez e até se criou a A,R,T, (Associação de Residentes de Telheiras). Terá valido a pena? Quem sabe… Eu acho que está a ser criado, cada vez mais, um bairro "volante"… uns dias aqui, outros dias ali… não há um "raização"" Parece um bairro de estudantes universitários, que alugaram casas a preço de ouro e porque é "bem"…
tá na hora de formarmos uma comissão de residentes/moradores/alugadores… o que seja!
Já existe a ARAL. Está linkada em "Vizinhos".
Parece-me que sim Existe essa tal de ARAL… Mas pergunto: não servirá mais os interesses dos que habitam em casas "made in Gebalis/CML…? É que me parece que as iniciativas apresentadas passam mais pelos moradores da antiga Musgueira do que pelos que vieram para aqui morar… Acho também que deveria ser mais influente e objectiva na informação ao morador (tipo folhetos informativos a distribuir nos cafés, ou mini-mercados, por exemplo). São sugestões… Pergunto agora: Quem mora na zona do Lambert sabe que isso existe? Quem mora no parque da Conchas (esse pseudo-feudo ao parque construído) saberá que a ARAL tem iniciativas… Desconfio muito!
Cumprimentos e obrigado pela dica da semana!
Olá Lcrg
A ARAL tem um blog/site
http://aralumiar.wordpress.com/
A ARAL tem iniciativas para pessoas que vivem no bairro. Se efectivamente tiver três crianças nas escolas públicas da Alta deve conhecer uma pequena iniciativa da ARAL, o Judo! Outra iniciativa é a presença da ARAL no Conselho Geral Transitório do Agrupamento D. José I e as suas intervenções neste orgão!