CpL não se juntam à Convergência de Esquerda
18 April, 2009 by Tiago Figueiredo

O texto é de Helena Roseta, com uma argumentação quase irónica.
Têm-me perguntado se assinei a petição “Por Uma Convergência de Esquerda”.
Respeito quem a lançou, mas os seus proponentes, membros da Renovação Comunista, sabem o que lhes disse: a lei não permite que os “grupos de cidadãos eleitores” entrem em coligações. Só os partidos é que podem coligar-se. De modo que a um movimento como aquele em que estou, os “Cidadãos por Lisboa” (CPL), só resta uma de duas opções: ou desistir de se candidatar, ou ir a votos por si próprio, sem prejuízo da abertura a soluções de governabilidade que se impõem em Lisboa, abertura de que neste mandato temos dado sobejas provas.
Continuo a pensar que os movimentos de cidadãos fazem falta e enriquecem a democracia. E não devemos temer o confronto eleitoral. Em 2007, os CPL tiveram mais votos do que três partidos. Em 2009 veremos como será. Mas o que vos posso assegurar é que não faremos coligações eleitorais escondidas com nenhum partido político. A nossa autonomia é uma das principais razões da nossa força – e continuaremos a bater-nos lealmente por ela.
Helena Roseta
O movimento dos CpL, apesar de algumas fragilidades, foi uma lufada de ar fresco na CML, mostrando que a via dos partidos políticos, aliás cada vez mais descredibilizada, não é a única a forma de poder decidir os destinos da cidade.
Para Santana Lopes é uma boa notícia. Roseta conseguirá previsivelmente manter ou mesmo melhorar os resultados das eleições anteriores, com 2 vereadores. A CDU, se teimar em não coligar-se com o PS, deixará os votos de Carmona Rodrigues, uma completa nulidade neste mandato, regressar ao PSD, que numa coligação com o CDS/PP, pode obter um resultado não brilhante, mas suficiente para ganhar a corrida.
Em 2001 foi assim, com contornos picantes dignos de thriller policial. Como será em 2009? Faltam muitos meses, mas isto vai aquecer…


