Abriu a Feira do Livro
30 April, 2009 by Pedro

Com um reforço visível na área restaurativa, abriu hoje a 79ª Feira do Livro de Lisboa.
Aparentemente sanadas as diferenças insanáveis entre tradicionalistas e renovadores, agora que a concentração de editoras, inaugurada por Paes do Amaral com a Leya, se tornou regra e não excepção, a Feira voltou à modorrice do costume.

Novidades, novidades, só a mudança de horário, de calendário e de barraquinhas.

A envolvente, como sempre, é a maior mais valia do certame. Já as casinhas lá vão continuando tristonhas, apesar dos esforços de simpatia de algumas das funcionárias de algumas das editoras. Nesse aspecto, a Leya vai mais além, abrindo os pavilhões à circulação dos promitentes compradores.
Como pano de fundo, a melancolia do país, o ar de pouca festa e muita resignação. Como perfume ambiente, o cheiro a madeira nova e a acrílico a concorrer com o odor frítico de churros e pipocas.
Descobri um Rushdie por 5 euros e uma Byatt pelo mesmo valor. Questão de saldos, portanto.

Porco, Bento ou Duarte? Pelo menos no preço, as escolhas equivalem-se.
Em tempo. Desculpem, estava a cometer uma injustiça. A maior – e melhor – novidade deste ano é a instalação de um stand dedicado ao bookcrossing. Também eu tenho livros para trocar e deixar por aí.




o horário melhorou na abertura mas continua a mesma caca no que diz respeito ao encerramento. 23h00 ????? Que giro que era que aquilo estivesse aberto até às 02h00 a dar um bocado de vida àquele pedaço de cidade morta.
Só se a malta das raves do parque de estacionamento viesse cá para fora dançar. Sem isso, era só mais despesas com as horas extraordinárias.
Outra alternativa era colocar as barraquinhas nas salas e pátio da Ler Devagar do Braço de Prata. Isso sim é que era party até às tantas!