O GRANDE CARROSSEL – PARTE I
5 October, 2009 by Luis Lucena

O carrossel vai passar mais uma vez pela casa da partida. E vai mais uma volta?!
Quando para cá vim morar, lembro-me de ver “outdoors” prometendo a Av. Santos e Castro para o final desse ano de 2004. A verdade é que ainda hoje, a uma semana das eleições autárquicas, essa infra-estrutura está praticamente na mesma. Mais de cinco anos para resolver o problema. Perdidos. Estão construídos cerca 90% da obra, faltam 10%. Agora, tal como há cinco anos.
E o que fez, e o que vai fazendo a CML? Muito pouco nestes últimos cinco anos.
Nos últimos dois anos, o actual Executivo respondeu com silêncio às insistentes demandas colocadas pelo Viver – Porta Sul, Av. Santos e Castro, ligação ao Campo Grande, Esquadra da PSP, Parque Oeste, sugestões de dinamização do bairro, propostas de toponímia, entre outras. Presidente, Vereadores, e outros órgãos camarários responderam com silêncio, leviandade, desinteresse. Um verdadeiro tratamento de desprezo e marginalização de que agora se procura, à pressa, fazer esquecer.
Procura-se ainda fazer crer que a função pública não pode funcionar lá muito bem; que os funcionários não são muito qualificados; que os computadores podem funcionar mal; que a culpa é do outro departamento; ou da falta de dotação orçamental; ou do peso da dívida; ou do Ministério da Administração Interna (do qual até se pode ter sido o Ministro titular ainda no ano anterior!). Enfim, há sempre uma má desculpa.
Mas depois isto contrasta com os “salamaleques” e com a tentativa da coordenação de obras que correm a contra-relógio que caracterizam os “últimos 100 metros” antes de voltar a passar pela “casa da partida”. Um bom exemplo desta “graxa ao eleitor” é a rotunda das 5 vias acabadinha de inaugurar, obviamente, a uma semana das eleições. Um rebuçado.
Outra situação particularmente irritante dos “últimos 100 metros” é a do contraste entre a assinalada incompetência generalizada que vai caracterizando o exercício do mandato e o profissionalismo das máquinas promocionais das campanhas. Os “outdoors” aparecem à nossa porta exactamente no dia a seguir ao das eleições legislativas, ficando provado que, afinal e apesar de tudo, é possível o profissionalismo! Não é isso per se que é irritante. O irritante é que afinal É POSSÍVEL durante a totalidade dos 4 anos e não apenas nos “últimos 100 metros” da corrida.
Mas o que é que andaram a fazer?!



Nada. Nada fizeram. A esta situação junta-se o habitual rol de promessas. Agora é a hora do eléctrico rápido. Daqui a 4 anos estaremos a discutir de novo o metropolitano e por aí fora…
É verdade.
Eu estou em crer que esta é a verdadeira política PS.
Sempre com paninhos quentes e grandes promessas que ficam sempre por cumprir.
Tomo como exemplo, mais próximo, o que acontece na Pontinha, onde eu vivia.
Há 8 anos que o mesmo presidente da Junta do PS promete tantas coisas que nunca vi serem cumpridas…
Olá Susana,
Não é exclusividade do PS. O post pretende chamar a atenção para o caso particular do exercício do (ainda) presente executivo camarário e ao mesmo tempo para o ciclo da "roda da fortuna" que infelizmente caracteríza a generalidade de realidade política Portuguesa.
É verdade que a relação com a CML tem sido muito frustrante.
No mínimo, já mostraria alguma educação elementar se se dignassem responder às questões colocadas pelo Viver…