Debate: As crianças têm trabalhos de casa a mais?
18 May, 2009 by Mr. Steed

A mesma notícia tratada em dois jornais diferentes: O Diário de Notícias e o Sol.
Um estudo afirma que os alunos trabalham horas a mais. Que têm demasiados trabalhos de casa.
Aqui ficam alguns excertos:
(…)uma criança pequena em idade escolar trabalha em média nove horas por dia, «o exacto equivalente ao trabalho profissional de vida de um adulto».
(…)há pessoas que, quando eles têm um comportamento menos próprio, ainda os castigam com contas e cópias e fazer isto é o mesmo que dizer-lhes que o conhecimento é uma chatice»
(…)[uma mãe] avisou que [a sua filha] só faria os deveres que a mãe considerasse que ela deveria fazer.«As famílias não têm de fazer trabalho que compete à escola»
(…)os Trabalhos Para Casa (TPC) são por norma “repetitivos”, “inúteis” e “excessivos”(…)
Contra tarefas para casa como “cópias de textos, repetições de palavras (várias vezes), fichas com contas e problemas diversos que na maior parte das vezes se limitam a reproduzir os conteúdos dos livros ou o que eventualmente foi feito e explicado na aula”, Maria José Araújo propõe antes que, por exemplo, andem de bicicleta ou façam um bolo com os pais.
Gostávamos de saber a sua opinião. Participe!



Fazer bolos, aprender a atar os sapatos, visitar um museu, ver um jogo de futebol não deveriam ser trabalhos opinados pela escola mas sim iniciativas da família!
A escola não tem que se envolver em todos os aspectos da vida das crianças!
Eu adoro ver o meu filho fazer os trabalhos de casa. Consigo assim perceber as evoluções que vai fazendo e aquilo em que o poderei ajudar.
discordo inteiramente com o artigo. só faltou dizer que os professores exercem exploração infantil e que os alunos deveriam ser remunerados financeiramente com alguns euros. por isso nunca chegaremos lá! facilitismo é o que está a dar! viva o Rendimento Minímo! trabalhar para quê? quando chegar à idade adulta o estado paga para nada fazer!!!
realmente! basta ver os filhos de imigrantes de leste que, em pouco tempo e após aprenderem facilmente a nossa língua, são SÓ os melhores alunos das nossas escolas!
e estudam horas a fio tendo também música, desporto e outros assuntos/matérias que os portugas desprezam!!!
cumps
Lcrg outra vez de acordo!
Pois eu concordo inteiramente com o artigo.
Também acho que fazer bolos, aprender a atar sapatos e muitas outras actividades devem ser uma iniciativa da família. O que o artigo diz é que o excesso de TPCs deixa muito pouco espaço (e sobretudo muito pouco tempo) para a existência dessas iniciativas em família.
As crianças precisam de ter tempo para a brincadeira, para estar com os pais e com eles fazer coisas em conjunto, para desfrutar dos amigos, para ter outras experiências, outras vivências para além das escolares. Aprendem muito com todas elas e todas são igualmente importantes para o desenvolvimento de competências para a vida e para o seu processo de aprendizagem. São vivências muito significativas, modelos, referências. Se os TPCs impedem as crianças de ter tempo para isto, não são uma mais-valia. Antes pelo contrário.
Não ter TPCs não é facilitismo. Não sou adepta do facilitismo, já agora. Mas, se do que se trata é incutir hábitos de trabalho nas crianças, perseverança, método… penso que tudo isso pode e deve ser trabalhado, em primeiro lugar e mais uma vez, pela família. A propósito de tudo. Pequenas coisas, distribuição de algumas tarefas em casa, compromissos assumidos no quotidiano familiar, pequenas responsabilidades… Os pais cumpririam a sua função parental e sempre teriam algum tempo para conviver com os filhos, em vez de assistirem apenas à tortura diária dos TPC tantas vezes inúteis.
…e acresentava a isso aquele discurso de: "ah! se ele levasse TPC's eu saberia o que estava a trabalhar na escola." ou então " Pois. Ali não há trabalho. Só se brinca…." enfim.
Ninguém está satisfeito. Uma coisa é certa: está a perder-se cada vez mais a exigência; está a jogar-se numa lógica de sucesso "fácil" através das estatisticas (português 93,4% de positivas nas provas de aferição de 4ºano 2007/2008 – isto porque um aluno do 3ºano conseguiria fazê-la – daí se vê a exigência). Realmente ninguém está contente!
Não avalio o trabalho que é desenvolvido na escola ou na sala de aula pela existência ou não existência de TPCs. Não me parece um bom indicador, mas admito que haja quem pense de forma diferente. Será essa a razão de alguns TPCs? a de dar aos pais a ideia de trabalho? de mostrar serviço? Se é, estamos mal.
Parece-me que pode ser feito um excelente trabalho com os alunos na sala de aula e penso que a sobrecarga dos TPCs não têm necessariamente que acrescentar qualidade ao que é feito. Um trabalho de investigação sobre a matéria dada, pode ser um bom complemento e um bom reforço. Pertinente. Mas tenho dúvidas sobre a pertinência de tarefas diárias, por sistema, maçudas e redundantes.
Pelos vistos, a falta de exigência e o sucesso fácil de que fala e com os quais até posso concordar, não se combatem com pilhas de tpcs. Talvez o problema aqui esteja a outro nível.
Também há casos de que os trabalhos são uma desculpa para os pais estarem com os filhos… pois cada vez mais se assiste ao isolamento das partes (pai vê televisão, o filho está no computador a enviar Messenger para quem lhe apetece; a mãe passa o tempo a ler ou a conversar com as amigas… e a realidade é esta: cada vez mais os pais passam o factor educação para as escolas. Pergunto: não haveria melhor solução de haver uma coordenação entre escola/família, onde os pais pudesse estar mais presentes em todos os factores de sucesso no ensino? HÁ! Irem às reuniões de pais; realizarem COM os filhos os TPC'S e trabalhos de "investigação" que possam haver e acima de tudo estarem presentes, pois há a desculpa de:
-Não tens TPC's?
-Não…
-Então podes ir p'ra Playstation…
Concordo com uma maior e melhor articulação escola/família. Pais mais presentes, interessados e responsáveis. Estamos completamente de acordo. Mas os pais do quadro que "pinta", provavelmente também não farão os tpc com os filhos.
Os pais na sua maioria estão presentes, interessados e são responsáveis. Cabe também à escola abrir as suas portas à participação dos pais na vida da escola.
Um grande caminho a fazer de mãos dadas.
Aí tambem estamos de acordo 🙂
Olha que bem, é isso mesmo.
Hi, Thanks for making this plguin. When ever I try to activate it, I see this error:Parse error: parse error, unexpected T_ARRAY, expecting ‘)’ in /chroot/home/anaconda/hiddenanime.com/html/forums/word/wp-content/plguins/tpc-memory-usage/tpcmem-checkpoints.php on line 206Any idea what I should do? I have the latest version installed – (.9).Thanks in advanceHey James,My educated guess is that you are using a PHP version less than 5.1. This application uses array type hinting at that exact point, which isn’t available until PHP 5.1+. Can you check and get back to me? If that’s not it, we’ll take a look again.Thanks!-Chris
Erros atrás de erros.
Continua-se a confundir quantidade com qualidade.
Os alunos passam cada vez horas na escola porque os pais têm cada vez menos tempo. As cidades não favorecem, obrigam a deslocações demoradas, e desde há uns anos que se instalou o pânico entre os pais de deixarem as crianças sozinhas.
As escolas começaram então a procurar adaptar-se às "necessidades" da família, alargando o horário.
Veio a pedagogice e inventou-se uma série de disciplinas inúteis e imbecis que esquecem que o desenvolvimento humano e intelectual das pessoas não passa só pela sala de aula ou por aprendizagem formal.
Mais aulas, menos tempo livre. Menos riscos, certamente. Evita-se as más companhias, etc.
Mas os relatos de indisciplina, de desconcentração dentro da sala de aula multiplicam-se. Como nas aulas os alunos não aprendem, toca a passar TPC para compensar o que faltou aprender nas horas passadas na escola.
Os TPC podem ser necessários. O processo de repetição é necessário na aprendizagem. Mas mais importante ainda é a repetição consciente, concentrada, focada. E esta concentração não é possível exigir-se se os alunos já passam 9 horas na escola.
No treino de alta competição, estes factores estão mais do que estudados. O Mourinho fala nisso em vários livros: treinos de 1h30, com concentração e aplicação máximas. Alguns trabalho de casa, de ensaio mental, devidamente trabalhado previamente no centro de estágio para cada jogador saber como o realizar em casa autonomamente. E depois, tempo livre, família, amigos, limpar a cabeça.
Tudo ao contrário do que estamos a fazer nas nossas escolas. Tudo ao contrário do que esta Ministra tem feito. Erros graves, que vêm de trás, e que vão ter custos muito altos.
Nem tudo está ao contrário do que se faz nas escolas.
E mais algumas informações:
Os meninos que passam 9 horas na escola fazem os trabalhos de casa na escola!
Há meninos a ficar 11 ou mais horas na escola!!!!!!!!!!
A rede escolar pública cobre todo o território nacional. Nos casos onde não cobre, Portugal tem o melhor sistema de transporte escolar. Mas ainda há muitos pais a preferirem escolas privadas às escolas públicas. Obrigando os meninos a ir de carro para a escola em vez de a pé.
O tempo de atenção está de facto a diminuir. Há muitos estudos sobre o assunto. Leia sobre isto.
E quanto ao pânico de deixar as crianças sozinhas, não é pânico é ilegal!
Ana,
Eu nem estava a pensar nas escolas primárias, mas antes nos Liceus. Claro que uma criança de 10 anos não convém ficar sozinha e os tempos estão diferentes de há umas poucas décadas. Sei também que o seu trabalho da EB 34 se pauta por experiências pedagógicas inovadoras e que serão certamente positivamente marcantes para as crianças que passaram por si. Lembro-me do trabalho das hortas, ou do mural do Mário Dionísio, apesar de ter sido pena ter ficado entreportas e não virado para o bairro, para que a boa influência se estendesse a mais pessoas.
Estava a referir-me ao período da adolescência, em que as experiências são necessárias, os erros são necessário para a aprendizagem. E a prática prova o que estou a dizer: como não se podem portar mal fora da sala de aula, simplesmente porque o sistema ganhou pânico a menores não vigiados e inventou aulas e masi aulas para os manter sentados a uma secretária, acabam por se portar mal dentro da sala de aula.
Quanto aos TPC, aplica-se a todas as faixas etárias. Lá está, eficácia de aprendizagem é que é necessária. Compreensão do problema, da utilização da ferramenta necessária para o resolver, e alguma repetição de processos para aquisição de memórias de longo prazo. Aqui entra o TPC, para adquirir reflexos, não para dar prova de vida ou de empenho aos professores que os avaliam.
Lembro-me sempre das aulas de matemática que tinha no Liceu. Tive professores bons e maus. Mas havia alunos, esforçados e com vontade de conseguir ter aproveitamento da cadeira, que faziam todos os TPC e mais ainda se lhes pedissem. Mas esqueceram-se de no início do problema tentar percebê-lo, e a repetição mecânica de fórmulas resolventes não melhorava o rendimento e as classificações na disciplina. No fundo era como se passassem horas a trabalhar com uma chave de parafusos a dar voltas ao pulso mas fossem incapazes de montar um móvel do IKEA.
Não se perceber nada de psicologia cognitiva é grave para um professor. É necessário saber e conhecer os processos de aprendizagem, como estão divididas as memórias, conhecer estratégias de trabalho de cada uma delas, e ter noção de ritmo de aula para nem adormecer os alunos, nem os extenuar.
Lembro-me de um amigo meu me contar que o filho de 6 anos tinha trazido para casa 14 fichas de trabalho para resolver para o dia seguinte. É um miúdo brilhante, inteligente, e gosta da escola. Mas estava angustiado com tanto trabalho. Completou 10 das fichas, com esforço. A angústia não passou. Imagino como terá sido com os restantes alunos, menos dotados. O professor que lhe passou estas fichas não percebe patavina de factores motivacionais e eficácia de aprendizagem. Lamentavelmente. Não devia ensinar sem os saber.
Ah, e não me respondam com as balelas do facilitismo. Não estou a defender o facilitismo. Estou a defender qualidade de ensino, concentração na sala de aula, aplicação dos conhecimento à vida real, contra uma máquina de encher chouriços que agora chamamos escola.
Sou professor. Dou aulas há 11 anos. Acreditem que os TPC'S ajudam. Ajudam no sentido de todos os intervenientes participarem no processo ensino/aprendizagem. Quem julga o contrário é porque não dá aulas; nunca deu nem dará; ou então foi professor com um outro curso qualquer e como não tinha saída, bute lá vender umas aulitas; ou então ainda são as pessoas que julgam e delegam nas escolas tudo para fazer:
Conselho de amigo: isso está e vai mudar se mantivermos a actual política de educação. Acreditem que cada vez há mais facilitismo! Exigência há em certos estabelecimentos de ensino… mas, são sempre vistos como um mundo à parte! como um sítio onde só alguns têm acesso! enfim, a conversa do costume!
Agora pergunto: com a actual forma de colocação de professores, quem é que no seu perfeito juízo quer desempenhar um trabalho de qualidade? e a avaliação dos prof's? Só quem lá está dentro do sistema e trabalha nele é que pode opinar! Eu por mim estou-me ralando pois desde sempre trabalhei em estabelecimentos particulares mas vejo pelos meus colegas do oficial que estão mais preocupados em serem avaliados do que avaliarem concretamente os seus alunos… desculpem lá o of-post mas há aqui comentários de engenheiros, bancários, etc, que acham que a culpa é da escola e de quem l'a trabalha!!!
Também sou professor e não dou aulas há menos de 11 anos. Nunca disse que os TPC deviam ser abolidos, leia-me melhor da próxima vez. Disse é que os TPC servem para repetir processos de aprendizagem. Disse que essa repetição é necessária, essencial à aprendizagem e aquisição de memórias de longo prazo.
O que contesto é que os alunos passem 9 horas nas escolas ("alguns 11 ou mais horas", como disse a Ana (moradora)) e ainda precisem de fazer TPC. Se as aulas forem mais curtas, mas houver um ambiente de maior e melhor concentração, a aprendizagem tornar-se-á mais eficaz.
Os TPC serão necessários se a aquisição de conhecimentos ou competências não tiver sido concluída (transferida da memória de trabalho para memória de longo-prazo) na sala de aula. O que é perfeitamente natural, porque, como disse, a repetição (a boa repetição, consciente) é necessária para uma aprendizagem mais sólida e poucos são os alunos que aprendem com poucas repetições.
Mas nos actual estado das coisas, se se quer apostar num melhor ensino, empaturrar os alunos com TPC para além das horas de aulas que já têm, parece-me desespero.
Devo dizer-lhe que também eu passo trabalhos de casa. Nem sempre, mas passo. Mas quando os objectivos da disciplina são atingidos na aula, os TPC podem ser mais específicos para os alunos que revelaram mais dificuldades e não para os restantes que evoluíram. Isso seria redundante.
E a pergunta mantém-se:
Porque se passam TPC aos alunos?
1º Porque as horas de aulas foram insuficientes para a aquisição do conhecimento?
2º Para reforçar a aprendizagem?
3º Para desenvolver hábitos de trabalho nos jovens?
4º Para castigar o mau comportamento ou desconcentração durante as aulas?
5º Para mostrar aos pais que tipo de trabalho está a ser feitos pelos filhos na escola?
6º Para envolver os pais no processo de aprendizagem dos filhos?
Tudo isto está consciente no momento em que os TPC são passados? Não haverá nalgumas das razões apontadas melhores estratégias pedagógicas para atingir os fins?
agradecia que me desse exemplos de coisas com qualidade que se fazem nos estabelecimentos de ensino públicos…. é que o que eu vejo é o descontentamento permanente… e quando assim é o elo mais fraco (os alunos) é que sofrem as consequências!!! A avaliação do aluno tem (deveria ter) vários componentes (atitude; participação nas aulas; resultados obtidos nas provas; organização… e TPC'S…). Mesmo com dificuldades e em caso de dúvida (retenção / aprovação) todos estes factores contam!
Essa pergunta deve ser dirigida à Ana (moradora), que trabalha na EB 34 e dá o litro para tornar a escola pública melhor a cada dia que passa.
Ah!ah!ah!ah!
Esta fez-me lembrar a música:
'Tou na Lua… Não me chateis que eu agora estou na Lua…!!!"
Gostaria muito de dar a minha opinião acerca deste tema, uma vez que sou uma professora que envia TPC mas ao que parece a minha opinião é demasiado grande para caber neste espaço. Já dividi o meu comentário por diversas vezes mas… parece que não há mesmo espaço para ele…
Professora Angela, lamento a dificuldade técnica. Já contactámos a IntenseDebate que nos fornece o serviço de comentários e responderam-nos que o problema é com Internet Explorer, da Microsoft. Estão a tentar resolver, mas ainda não conseguiram.
Entretanto, e como gostaríamos muito de ter a sua opinião, o nosso conselho é instalar o Mozzila Firefox, um browser diferente e muito apreciado. Os entendidos dizem até que é muito melhor que o IE, muito mais seguro quanto aos virus.
Obrigado.
Meus caros
Não dou o litro, faço o meu trabalho. Não moro a 2 horas de distância do meu local de trabalho. Tive sorte e aprendi muito durante a minha curta actividade profissional (12 anos).
Estou a ser avaliada. Já trabalhei no privado e no público em três países diferentes e dois continentes.
O meu filho frequenta a escola em que trabalho. As mães dos meus alunos compram cebolas na mesma loja que eu.
Tudo isto gera o extra terrestre que sou Eu!
Quanto aos trabalhos de casa, porque não?
12 páginas, não são trabalho de casa, são outra coisa a que não quero dar nome.
Quanto a actividades a acontecer na minha escola e que são públicas:
Cumprir o programa.
Atingir níveis de sucesso. Ter qualidade no sucesso.
Abrir a escola aos pais de forma a serem agentes activos dentro da vida da escola.
Estar disponivel para atender pais 24/7 (telemóvel/email)
Envolver os alunos na planificação, organização e gestão do trabalho de sala de aula de forma a responsabilizar todos os intervenientes no processo de ensino-aprendizagem.
Actividades de projecto em que os alunos fazem investigações sobre assuntos do seu interesse(este ano :foguetões e borboletas)
e depois "the icing on the cake":
clubes de leitura e escrita:apoio a alunos do 1 ano todos os dias das 3 às 5 em pequeno grupo para que estes façam uma aprendizagem da leitura e escrita precocemente.
A Horta.
O Judo.
O corpo docente estável.
Uma escola nova.
Uma coordenadora dinâmica.
Um bairro maravilhoso!
Aproveitava e dizia a esses meninos que um dos objectivos da integração é serem integrados mediante as normas e condutas vigentes… coisas que muitos desses jovens não sabem: partem objectos (garrafas) em plena rua; grafitam as paredes; partem placas (pouco resistentes, diga-se) do meu condominio; tocam às campainhas a altas horas da noite… etc, etc, etc.
quanto ao atender os pais 24/7, tenho uma resposta egocêntica: não me pagam para isso e porque tb tenho família… mas claro está que há pessoas mais interessadas em serem "Madres Teresas de Calcutas"… ou até… presidentes de algo… ou Adminitradores de cond's… ou até andarem por ai sem fazer nenhum…
eu tenho uma vida! coisa que muita gente que aqui tecla não tem… temos pena!
Há de facto de tudo!
Esqueceu-se daqueles que apenas querem ser felizes!
Quanto ao que devia dizer aos meninos, porque não se junta a nós professores no ensino público?
Os meninos do nosso bairro também têm muito para dizer sobre as pessoas dos "prédios dos ricos". Venha ouvi-los!
Pronto! Já cá faltava o discurso do coitadinho… Sabia que no oficial privado tb se fazem asneiras? Ou seja, os putos tb fazem tretas?
Claro que a história da vitimização fica sempre bem…"(…)juntar-se a nós a nós professores no ensino público?"
No way!!! Só se for para fazer o vosso trabalho! E bem melhor que vós! Pois isso tem reflexo nos resultados e sejamos práticos; é o que conta nesta sociedade (infelizmente, temos que ser realistas e não idealistas)! Mas segunda-feira lá estarei junto aos docentes do ensino público para corrigir as provas de aferição… ah!ah!ah!ah!
Bom, eu não sou professora e os meus filhos estão em idade pré-escolar, ainda não me debato nem tenho opinião formada sobre os TPC de hoje. Mas no meu tempo, lembro-me, também havia TPC e eu nem sempre os fazia. A maioria das vezes porque me esquecia, algumas vezes por ter outras coisas que me apeteciam mais fazer. Não faz também parte do processo o aluno aprender a gerir estas coisas? Lembro-me de fazer poucas cópias, ou de qs nunca encher as linhas pedidas de palavras difíceis, mas quase nunca deixei de fazer uma redacção, talvez por ser algo mais criativo (embora os temas "As minhas férias de verão" e outros que se repetiam anualmente fossem sentidos como um frete e não algo lá muito estimulante).
Mas não faz parte de aprender isto de nós próprios gerirmos o trabalho e dizermos "isto é demais", "isto não me ensina nada", e fazermos algumas das coisas pedidas e outras não? Há consequências injustas, hoje em dia? Eu, enquanto boa aluna, não levei mais do que uma reprimenda aqui e ali dos professores e dos pais. Sem consequências. Hoje, se tivermos bons resultados, temos má avaliação por não fazer TPC? Não há bom senso no "castigo", em casa e na escola? É que tb acho que a quantidade e tipo de TPC, e a importância de o ter feito ou baldar-se há-de variar de aluno para aluno, não? E tb ajuda o aluno a conhcer-se a si próprio, saber o q é dispensável para si e o q é importante fazer, gerir as suas responsabilidades (ao invés de fazer tudo cegamente – que me parece estúpido – ou não fazer nada em oposição). Mais do que teorias pedagógicas parece-me que hoje se perdeu algum bom senso.
Joana, eu também não sou professora e a minha filha já fez a escola há algum tempo… :s
Na minha opiniao não se poderá delegar numa criança a responsabilidade de fazer ou não fazer os TPC. Penso que caberá ao professor ao encarregado de educação (não sei se esta figura ainda existe…) avaliar as necessidades de cada aluno e agir em conformidade.
Concordo que o aluno tem de ir conhecendo a si próprio e às suas capacidades e limitações para se tornar cada vez mais autónomo, também nas decisões. Mas essa autonomia não pode ser dada cedo demais.
discordo! principalmente na autonomia! qual é o miúdo hoje em dia com 6 ou 7 anos que não tem autonomia para mexer ou ter um telmóvel, computador…? faz parte da autonomia… e é nesse sentido da responsabilização, das tarefas a fazer que os TPC's têm muita importância… não mando cópias! Mas são necessárias! Não mando composições! Mando temas para escrever (poesia, prosa, teatro… B.D.) sobre coisas que lhe são queridas! Agora é importante realçar que os TPC's ajudam os putos a organizarem-se e a responsabilizarem-se! Consequentemente, reponsabiliza os encarregados de educação! É um dever que os alunos têm… assim como é um dever os prof's darem feed-back aos alunos do que fizeram…
Refiria-me à responsabilidade de decidir fazer, ou não, os TPC passados pelo professor, e não à capacidade para os fazer de forma autónoma.
Refiria-me à responsabilidade de decidir fazer, ou não, os TPC passados pelo professor, e não à capacidade de os fazer de forma autónoma.
Referia-me à responsabilidade de decidir fazer, ou não, os TPC passados pelo professor, e não à capacidade de os fazer de forma autónoma.
Concordo que os alunos passam demaisiado tempo nas escolas. Concordo que os TPC são parte da disciplina do estudo (repetição, sedimentação dos conhecimentos) – mas devem ser corrigidos – o que é raro acontecer e o torna ineficazes.
Concordo que a indisciplina nas aulas (turmas com 30 alunos, demasiado tempo fechados em espaço fechado) deveria ser contrariada com menos horas de aulas em sala e mais desporto, teatro, música e «tempo livre em ambiente efectivamente supervisionado». E isto é válido para escolas públicas e privadas.
Havendo excesso de professores decorrente dos dados de diminuição da taxa de natalidade, por que não constituir turmas com um máximo de 15 alunos em vez de dispensar professores. E exigir-lhes, então, um acompanhamento mais próximo e maior sucesso.
Felicito o testemunho que fala nos clubes de leitura.
Os testes de avaliação tornaram-se em «momentos punitivos» e não em momentos de aferição do sucesso de transmissão (pelo prof) e aquisição (pelos alunos) dos conhecimentos/competências. Deveriam servir para sinalizar ao prof o que ficou mal ensino/apreendido, como diagnóstico personalizado para indicar ao aluno as suas FORÇAS e FRAQUEZAS, e estratégias para aumentar o sucesso escolar, de cada aluno, da turma, do professor.
Sou contra o facilitismo. Mas cansa ouvir os professores delegarem nos pais a sua missão – pedagicamente sou uma nódoa, sem paciência para ensinar. Amo os meus filhos, mas se tivesse vocação teria a profissão de educador.
Outra coisa, maravilhosa, é dar-lhes responsabilidades no estudo diário, tirar dúvidas, mostrar enciclopédias ou outras formas de investigar para serem eles próprios a descobrir as respostas. Sou absolutamente contra o «fazer os TPC com/em vez dos filhos» ou fomentar o «copy-paste» – ou o cpiar nos testes…
Fundamental é incutir o gosto pela descoberta, que passa por estudar, e partilhar e incentivar o gosto pela leitura, museus e aprendizagem permanente com a experiência dos que nos rodeiam dos que encontramos no caminho e, sobretudo, com a Vida…
As turmas no ensino público são mais pequenas. A do meu filho tem 18 alunos. A minha tem 19.
olhem e sabem que mais? se o ensino particular fosse mau e pouco exigente, não haveria muitos a querer lá colocar os filhos… e espanta-me que muitos que aqui escrevem e que lêem isto quase que diariamente se encham de falsos moralismos e depois vai-se a ver e… pimba! Têm os filhos no ensino particular (Academia de Música de Santa Cecília; Colégio Moderno, CSJB, CST, Colégio Planalto, Mira Rio, Manuel Bernardes)… Uma coisa é certa: quem não tem qualidade não tem sucesso e pelo que me apercebo do colégio onde trabalho é que sucesso e exigência são sinónimos de alunos (Muitos e Bons!!!).
Por isso despeço-me nesta conversa pouco inteligente: TPC'S é e sempre será tema em discussão! Assim como as provas de aferição, exames nacionais; avaliação de professores, pais, alunos, disciplina…
isso é relativo… depende da zona… se formos para o interior temos salas com 7 ou 8 alunos… se formos até o Cacém, Amadora ou Telheiras as turmas têm entre 25 e 30 alunos
olhem e sabem que mais? se o ensino particular fosse mau e pouco exigente, não haveria muitos a querer lá colocar os filhos… e espanta-me que muitos que aqui escrevem e que lêem isto quase que diariamente se encham de falsos moralistas e depois vai-se a ver e pimba! Têm os filhos no ensino particular (Academias de Música de Santa Cecília; Colégio Moderno, CSJB, CST, Colégio Planalto, Mira Rio, Manuel Bernardes)… Uma coisa é certa: quem não tem qualidade não tem sucesso e pelo que me apercebo do colégio onde trabalho é que sucesso e exigência são sinónimos de alunos (Muitos e Bons!!!).
Por isso despeço-me nesta conversa pouco inteligente: TPC'S é e sempre será tema em discussão! Assim como as provas de aferição, exames nacionais; avaliação de professores;…
Não consegui fazer reply lá em cima.
Quando digo responsabilizar o aluno, não o digo de uma forma oficial. Nunca ninguém me disse "tu geres isto". Mas na prática, sempre geri. Nunca em casa me inspeccionaram os TPC, embora me tirassem alguma dúvida se pedisse, claro. Não me perguntavam se os tinha, ou se já os tinha feito, ou se estavam correctos. E volta e meia vinha um papel do professor a dizer q nao tinha feito os TPC, para os pais assinaram. Assinavam e nessa altura ouvia uma reprimenda, mas sem consequencias. E nem sempre vinha o papel. O q quero dizer é que perante algumas "faltas" minhas, embora notadas, nunca professores ou pais realmente reagiram. E não acho q fosse desleixo deles. Acho q era bom senso. Porque não era um comportamento generalizado. Porque mantinha bons resultados.
À partida quando chegar a altura dos meus filhos tenciono estar atenta, mas pouco interventiva. Devo-lhes ralhar se nao fizerem alguma coisa de vez em qd? Acho q não, eles que giram. Se nao fizerem sempre é diferente. Mas se não fizerem qs sempre e forem bons alunos, acho q tb não me preocuparei. Logo se vê. Mas não vejo o TPC como uma coisa "obrigatória".
Ó Joana isso de não ver como obrigatória não é prerrogativa sua mas sim da escola. Esse é um dos problemas actuais. Os pais dizem "ai a escola que faça" mas depois metem-se nos assuntos que à partida delegaram. Os putos têm de ter regras e alguma disciplina. Coisas a que se costumava dar o nome de educação.
ORA AQUI ESTÁ ALGUÉM QUE ENTENDE O QUE SE PASSA NAS ESCOLAS!
MERCI, STEED.
Ah ok, percebi.