Alvíssaras!
7 May, 2009 by Pedro
Eis uma notícia que me tinha passado despercebida:
“Ana Clotilde Correia, LUSA, 07-05-2009 |
A Câmara de Lisboa aprovou hoje o envio para a Assembleia Municipal do Plano de Urbanização da Avenida da Liberdade e Zona Envolvente (PUALZE).
A Câmara de Lisboa aprovou igualmente hoje a realização de um protocolo com a autarquia de Loures que vai permitir a expropriação de uma parcela de terreno em Camarate, necessária para a conclusão da Avenida Santos e Castro, na Alta de Lisboa.” (obrigado à pagina dos CpL pela lembrança).
Note-se: foi aprovada a realização do protocolo, não o protocolo em si. É longo o caminho mas lá se chegará. Afinal, o projecto da actual Norte-Sul também foi lançado em 1989.
(Foto: Live Search Maps – http://maps.live.com/)




Ó Pedro este texto precisa de mais desenvolvimento. Falta a parte de explicar como se eu tivesse cinco anos o que é que isto significa.:p
Eu julguei que, à força de tanto o explicarmos aqui, as pessoas ficariam enjoadas por mais uma explicação. Passo então a explicar.
1. O PUALZE não é Alta de Lisboa, logo não interessa à esmagadora maioria dos visitantes, logo não é preciso explicar, foi só para ocupar espaço e contextualizar o segundo parágrafo e não ficar uma coisa muito seca assim caída aos trambolhões. Ah! E para dar a ideia de que também há outras coisas que a CML discute. E também para que se perceba que a Santos e Castro é tão importante quanto a avenida da Liberdade. E que a Alta e a Baixa são simétricas: a avenida da Liberdade foi urbanizada primeiro mas foi a Alta quem teve primeiro o plano de urbanização (cute, hãhn?)
2. Santos e Castro sabes onde é, não sabes – aquela pista provisória de ciclo-crossing que a SGAL e a CML doaram aos moradores da Alta e que bordeja a vedação do aeroporto (que, como sabes são os golos de cabeça do bruno alves (bruno alves? pergunta a esse grande sulista, pianista e ideal que é o Tiago quem é ele)) e que espera um terreno para implantar um pilar que segure o tabuleiro que una os dois troços do viaduto que se vê na fotografia. Terreno esse que, por ter de ser aquele e não outro, tem o defeito de, por um cabelo (é mesmo a espessura de um cabelo na planta do projecto; a linha capilar da fronteira municipal, estava um cabelo a norte do que era a realidade e assim o terreno que estava do lado de cá passou a estar do lado de lá que chatice) estar situado no concelho de Loures o que, parece, impede a CML de o expropriar.
3. Protocolo é o acordo que a dona da casa (Loures) e a vizinha (Lisboa) terão de fazer – escrito, aprovado e de papel passado – para que uma exproprie (a dona da casa) e depois venda (à vizinha) o tal terreno para pôr o pilar para segurar o tabuleiro para ligar os troços para os pópós passarem para os cidadãos ficarem convencidos que chegam mais depressa onde não chegam para depois votarem em quem assinou o dito protocolo.
4. Ora bem, o que parece é que a única coisa que foi aprovada foi o acto de protocolar essa troca de chouriço por moedas (ou o que seja: com a falta de moedas de que o presidente se vem queixando desde que tomou posse se calhar é por morcela, tipo um terrenito ali na expo na zona de conflito entre as duas vizinhas – sim, Loures e Lisboa). Falta depois – e agora que já se pode – fazer o protocolo. E depois do protocolo, o toma lá dá cá, ou seja, a tomada de posse. E, se quisermos ser legalistas, a cedência do terreno à SGAL para ela poder intervir (ela? ela não, o empreiteiro a quem a obra deverá ser re-adjudicada, depois do necessário acordo de trabalhos a mais e compensações pela interrupção da obra).
5. Pronto. Está o terreno, faz-se a obra. Inaugura-se a avenida? Claro que não. Ainda faltam mais dois troçozinhos… à espera, não do protocolo mas do acordo de venda ou da expropriação. Rápido não é?
Agora já percebeste tudo como nunca não tinhas percebido não é? :p:p:p
Obrigada Pedro. Esta explicação foi muito útil também para mim.
estás a ver….vai por mim Pedro, a malta não sabe e quer saber, ou já esqueceu e quer relembrar. por outro lado há sempre pessoal de fora ou visitantes novos que ficam a nadar quando se fala destes assuntos, do PUÁ, do SCHOLPFT e de outros acrónimos infernais (tb conhecidos como siglas). 😉
Eu até já sabia mas gostei mesmo desta explicação.