A CIDADE IMAGINADA (VI)
10 March, 2006 by Pedro
Um dia, quando as cicatrizes não forem mais do que pequenas saudades na memória dos mais velhos,
quando há muito se tiver extinguido o ruidoso soerguer das relíquias voadoras que costumavam ser usadas para transportar as gentes entre dois pontos do Globo,
quando as oposições entre cidade e subúrbios, centro e arredores, rede ou radialidades tiverem sido substituídas por neologismos mais consonantes com as teorias vigentes…….
Haverá viajantes que
– passando pelo sítio que foi da Alta de Lisboa –
repetirão os mesmos gestos de hoje
de apreciação e desejo
levando consigo e partilhando objectos tão do passado quanto este, linhas tão solenemente expostas, modos de ver e construir o espaço que, de tão postos em desuso, serão absolutamente referenciais.



