Obras mal acabadas
31 January, 2006 by Tiago Figueiredo
Esta é a Avenida Nuno Krus Abecassis. Longa, actualmente com cerca de 800 metros mas ainda em construção no troço que irá ligar a Praça D. António Ribeiro à Ameixoeira, fazendo também o nó com o Eixo Norte-Sul, como se vê na fotografia em baixo.
Repare-se também no pormenor nas protecções que a rapariga usa nos pés. É a única forma de poder andar a pé nalgumas zonas da Alta de Lisboa sem estragar sapatos e encher depois a casa de terra.
A imagem do troço a concluir da Av. Krus Abecassis mostra o aspecto que qualquer obra tem. É uma situação normal, e o incómodo que provoca é colateral aos benefícios futuros que daí virão. Mas o arrastar durante meses e anos de obras mal acabadas, de arruamentos não concluídos, de passeios inexistentes, são um elemento de enorme prejuizo para o dia-a-dia dos moradores que podia perfeitamente ser evitado. Devia, pela dignidade de todos, pela credibilidade que o projecto merece.





Bravo Tiago. É mesmo isto que deve ser dito e fotografado para que se saiba preto no branco como está o Alto do Lumiar. As doces palavras que enchem os folhetos publicitários da Alta de Lisboa devem ser sempre confrontadas com a realidade no terreno. Esta é sem dúvida uma forma de responsabilizar as instituições e empresas envolvidas neste colossal projecto imobiliário da cidade de Lisboa.
Provavelmente estarão à espera que TUDO termine para alcatroarem toda a Av. no final … daqui a 10 anos talvez ?
!! NÃO PODE SER – BASTA !!
Que melhor exemplo de incompetência do que o “novo” troço “temporário” da velhinha Santos&Castro junto à nova esquadra (ou o seu espaço vazio…) ?
Os malandros que permitem estas situações devem ser chamados à razão e sofrer as consequências. Como dizia o outro – “o que é isto, hummm ?!??”
SENHORES RESPONSÁVEIS – DÊEM CONDIÇÕES ÀS PESSOAS QUE MORAM E QUE QUEREM MORAR NESTA ZONA.
Pergunto-me se, legalmente, não são até obrigados a manter o estaleiro com outras condições. Afinal há uma responsabilidade civil, não? (não percebo nada de direito).
Quando infelizmente acontecem coisas graves em zonas de obra (ou de má manutenção) – normalmente acidentes com crianças – há sempre um processo e uma responsabilização. Não se pode aplicar o mesmo conceito qd os danos são outros? Estas obras dão origem a situações de transito confusas, mal sinalizadas… são concerteza responsáveis por muitas pequenas batidas, se não coisas mais graves.
Parece-me claro que os atrasos actuais se prendem com os reflexos que a presente crise imobiliária tem nas vendas dos apartamentos da Alta e, consequentemente, nas receitas da SGAL. Igualmente clara, mas inaceitável, é a complacência da CML perante as dificuldades de tesouraria do promotor; o consumidor não tem culpa nenhuma da megalomania do projecto. Mas, como sempre em Portugal, a culpa morre solteira.
Pois eu acho que o problema é mesmo esse, a culpa morrer solteira. Caso contrário não haveria tanta incompetência, constrói e destrói, gastos desnecessários, desresponsabilização, jogo do empurra, etc.. E não creio que haja dificuldades financeiras (de tesouraria talvez, mas pelo menos quando se falou aqui dos atrasos na Av.Santos e Castro parece que houve injecção de capital na SGAL. Se já gastaram tudo devem ser péssimos gestores e nem sequer se preocupam em proteger os investimentos, sem visão de curto prazo. Quanto há CML ainda quero dar-lhe o benefício da dúvida (o que não quer dizer que já não esteja farta de ver as evidências dessa complacência).